Crimes

3 horas de terror: Empresário de restaurante de luxo raptado por amigo e torturado até revelar códigos do cofre

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 3 horas atrás em 06-04-2026

Imagem: Facebook

A Polícia Judiciária (PJ) investiga o homicídio do empresário algarvio Ricardo Claro, que terá sido mantido amarrado durante cerca de três horas dentro do próprio carro, enquanto os raptores retiravam dinheiro do cofre do seu restaurante de luxo e faziam levantamentos com os seus cartões bancários.

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O corpo da vítima foi posteriormente abandonado num terreno usado pela empresa para armazenar equipamentos de praia e outros produtos em Vale do Lobo, indica o Correio da Manhã.

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O rapto ocorreu na noite de 13 de março, por volta das 21:00, na zona da Penha, junto à residência de Ricardo Claro. Uma vizinha contou àquele jornal que nos dias anteriores notou “movimentações estranhas” e barulhos junto à casa do empresário, que foi visto a sair apressado antes de ser raptado.

Segundo as investigações, os raptores amarraram os braços e pés da vítima com fita adesiva e taparam-lhe a boca, levando-o para um terreno que servia de armazém da empresa. Lá, Ricardo foi agredido e obrigado a revelar códigos de cartões e do cofre do restaurante. Levantamentos com os cartões e acesso ao cofre foram registados por volta das 23:30. Depois disso, o corpo foi abandonado numa zona de mato, próxima de uma estrada improvisada. A PJ suspeita que o empresário tenha sido morto na própria noite do rapto, mas só a autópsia poderá confirmar se morreu devido às agressões ou por asfixia.

A análise do GPS do carro da vítima, abandonado por volta das 12:40 em Olhão, foi fundamental para localizar a zona onde o corpo foi encontrado, no Esteval. Buscas com cães da GNR permitiram recuperar o cadáver, que apresentava avançado estado de decomposição e ainda tinha fita adesiva a amarrar mãos e pés.

Rogério, de 39 anos, considerado “isco” para atrair Ricardo, confessou à PJ e ao juiz de instrução que colaborou no rapto, acreditando tratar-se apenas de um roubo. O suspeito indicou os dois comparsas, que fugiram para o Brasil após o crime. Rogério encontra-se em prisão preventiva, indiciado por rapto e roubo qualificado. Câmaras de videovigilância registaram o momento em que conduzia o carro usado para transportar Ricardo, que já se encontrava ferido no banco de trás, pode ler-se na notícia.

Durante o rapto, os homicidas retiraram aproximadamente 30 mil euros do cofre do restaurante e fizeram levantamentos com os cartões da vítima em Lisboa, nomeadamente em lojas do centro comercial Colombo. O crime durou várias horas e terminou com o assassinato brutal do empresário, cujas mãos e pés foram encontradas amarradas.

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