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3º dia de angústia e de buscas: Não há rasto da mulher desaparecida em Côja

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 3 horas atrás em 03-04-2026

Uma mulher, de 73 anos, encontra-se desaparecida desde o dia 1 de abril, em Côja, no concelho de Arganil.

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O alerta foi dado pelo filho da vítima às autoridades locais, que consideram as primeiras horas cruciais para a sua localização.

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As operações foram suspensas na noite de quinta-feira e já retomadas esta Sexta-Feira, 3 de abril, pelas 8:00 com militares do Comando Territorial da GNR de Coimbra com patrulhas a pé e a cavalo.

No dia 1 de abril, as buscas decorreram até cerca das 2:00, tendo sido interrompidas e retomadas às 8:00 desta quinta-feira, dia 2. Decorreram na Zona Industrial de Côja, contando com a intervenção da Guarda Nacional Republicana (GNR) e dos bombeiros locais. Na manhã do dia 2, as equipas de resgate levantaram um drone para tentar localizar a mulher, com apoio de equipas cinotécnicas e militares da Unidade de Proteção e Socorro, além de policiais com câmaras térmicas.

Segundo apurou o Notícias de Coimbra, a mulher não é residente permanente em Côja, mas possui uma casa na região, onde passa algumas férias, incluindo o período da Páscoa.

O NDC falou com Irene Trindade, que conhece bem a desaparecida, apesar de não ser vizinha direta.

“Conheço-a muito bem, tanto ela como o filho”, começou por explicar acrescentando que Zeza “não anda muito bem” nos últimos tempos. Segundo o testemunho, mãe e filho tinham saído de manhã para uma caminhada, algo habitual. “Foi de manhã dar um passeiozinho. Depois o filho foi pô-la em casa e saiu para ir buscar o comer. Quando chegou, diz que ela já não estava em casa”, relatou.

António Costa, vizinho, diz que a mulher foi avistada por volta das 13:30, junto à sua residência. “Estava a estacionar o carro e vi a senhora aqui em frente à casa dela, ao pé do lar. Sentou-se ali numas flores”, relatou.

O mesmo vizinho explicou que não estranhou o comportamento na altura: “Conheço-a há mais de trinta anos e não associei nada de anormal. Nunca pensei que estivesse com problemas”.

Mário, um dos habitantes locais envolvidos nas operações, garante que os trabalhos decorrem desde ontem à noite. “Ando com o filho da senhora a bater terreno aqui pelas serras, mas até agora não conseguimos obter qualquer tipo de resultado”, afirmou.

A última vez que a idosa terá sido vista foi por volta das 14:00. “Vi-a lá em baixo, acima do parque de campismo, já a subir para cá”, recordou, acrescentando que mais tarde houve indicação de que teria sido avistada na zona industrial. “A partir daí perdemos completamente o rasto”.

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