Crimes

Empresário raptado encontrado morto à pedrada numa zona de mato isolado

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 3 horas atrás em 03-04-2026

Imagem: Facebook

Ricardo Claro, de 50 anos, foi encontrado morto numa zona isolada de mato em Esteval, no concelho de Loulé, a cerca de 10 quilómetros da sua residência, três semanas depois de ter sido raptado.

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O crime terá ocorrido a 13 de março, poucas horas após o empresário ter sido sequestrado. Antes de ser morto, foi alegadamente obrigado pelos raptores a abrir o cofre dos escritórios do restaurante de luxo Well, onde trabalhava.

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O corpo foi abandonado sem qualquer tentativa de ocultação numa área erma, não muito distante do Estádio Algarve. O forte odor acabou por denunciar o local às autoridades. A localização exata foi também identificada através da análise do GPS do carro da vítima, que tinha sido levado pelos suspeitos. Após várias horas de buscas, o cadáver foi encontrado esta quinta-feira, 2 de abril, conta o Correio da Manhã.

Segundo descreve o mesmo jornal, no local foram encontradas pedras com vestígios de sangue, indiciando que a vítima terá sido morta com extrema violência, através de agressões e apedrejamento. Ricardo Claro estava amarrado de pés e mãos, sendo visíveis restos de fita adesiva utilizada para o imobilizar.

As autoridades procuram agora determinar, através da autópsia, se o empresário ainda estaria vivo quando foi abandonado no local. O rolo da fita adesiva terá sido posteriormente descartado num contentor de lixo junto ao ponto onde os suspeitos abandonaram o veículo da vítima.

De acordo com o CM, o assalto e o homicídio terão sido preparados de forma rápida e organizada. Em poucas horas, os suspeitos terão levantado dinheiro, assaltado a residência e os escritórios ligados à vítima e seguido viagem para Lisboa num segundo automóvel.

Já na capital, utilizaram o cartão bancário de Ricardo Claro, realizando despesas que rondaram os nove mil euros antes de abandonarem o país com destino ao Brasil.

Um cidadão brasileiro, Roberto e descrito como sem-abrigo, terá desempenhado um papel determinante ao atrair a vítima em troca de um automóvel. Depois disso, terá abandonado o grupo, ficando os restantes envolvidos responsáveis pelo desenrolar do crime.

A Polícia Judiciária solicitou a colaboração da GNR nas operações realizadas na noite de quarta-feira. Foram mobilizados cães pisteiros para localizar os restos mortais do empresário, numa operação que mobilizou um forte aparato policial visível para os moradores da zona desde cerca das 21:00.

A área onde o corpo foi encontrado é de difícil acesso, servida apenas por um caminho de terra batida e sem habitações nas proximidades. O facto de a vítima conduzir um SUV terá permitido aos suspeitos circular naquele percurso isolado.

Roberto, antigo trabalhador do restaurante Well em Vale do Lobo, encontra-se em prisão preventiva. Terá sido despedido e, segundo a investigação, enfrentava problemas associados ao consumo de droga e à perda de habitação.

Amigo da vítima, a quem recorria ocasionalmente para obter ajuda, terá sido ele a atrair Ricardo Claro para o encontro que antecedeu o rapto. Em declarações à Polícia Judiciária, garantiu desconhecer o destino do empresário e afirmou ter participado apenas no assalto.

Até ao momento foi indiciado pelos crimes de sequestro e roubo, embora a investigação admita que possa vir a responder também por coautoria do homicídio.

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