Uma investigação voltou a colocar a anatomia sexual masculina sob os holofotes: médicos e cientistas identificaram uma região do pénis com uma densidade muito elevada de terminações nervosas e recetores sensoriais especializados, sugerindo que se trata de uma zona de grande sensibilidade e potencialmente equivalente ao chamado “ponto G” masculino, mas não no local tradicionalmente pensado.
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O estudo, considerado um dos mais abrangentes jamais realizados sobre a anatomia sensorial do pénis, aponta para uma área na parte inferior do órgão — conhecida como “delta frenular” — como tendo a maior concentração de “bombas sensoriais” formadas por terminações nervosas finas. Esta região situa‑se onde a glande (a cabeça) encontra o corpo do pénis, e é composta por recetores especializados que podem aumentar a sensibilidade ao toque.
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Tradicionalmente, a glande foi apontada como o principal centro de sensibilidade sexual masculina, mas a equipa de investigadores liderada por Alfonso Cepeda‑Emiliani mostrou que esta “zona delta frenular” tem características anatómicas que justificam o chamar de um “ponto G masculino” no contexto da resposta sensorial.
A descoberta, publicada na ZME Science, pode ter implicações práticas no campo da medicina sexual e na cirurgia: por exemplo, a circuncisão — em algumas abordagens cirúrgicas — remove o frénulo, uma parte da região agora destacada pelos investigadores, o que poderia afetar sensações que muitos consideram prazerosas.
Especialistas em sexualidade e anatomia humana referem que, apesar do termo “ponto G” masculino ainda não ser universalmente adotado pela comunidade médica, estas conclusões reforçam a compreensão da complexidade das zonas erógenas no corpo humano e sublinham como partes menos estudadas da anatomia podem desempenhar um papel significativo na experiência sensorial.
Em resumo, a ciência sugere que o que muitos consideram o “ponto G” masculino pode residir no delta frenular do pénis, um conjunto de recetores e fibras nervosas que são altamente sensíveis e até agora pouco reconhecidos nos manuais de anatomia.
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