Crimes
Matou a ex-mulher à facada e o corpo do cunhado nunca apareceu. Agora está a fazer greve de fome na prisão
Imagem: SIC
Moisés Fonseca, preso há 12 anos pelo homicídio da ex-mulher Carla Santos, em Monte Abraão, Sintra, tem desempenhado funções de limpeza e cuidado de reclusos idosos na prisão da Carregueira.
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Recentemente, durante uma revista à sua cela, os guardas encontraram uma quantidade “significativa e suspeita” de mercearia escondida, que foi apreendida por levantar dúvidas sobre a sua proveniência.
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Irritado com a apreensão, conta o Correio da Manhã, Moisés iniciou uma greve de fome que o obrigou a receber tratamento hospitalar após alguns dias. Os guardas prisionais consideram duas hipóteses: ou os bens foram retirados a outros reclusos, ou serviam como pagamento por favores prestados pelo condenado.
Até agora, Moisés mantinha um comportamento exemplar, tendo inclusive solicitado saídas precárias no ano passado, que lhe foram recusadas pelo Tribunal de Execução de Penas. Em declarações informais à Polícia Judiciária, Moisés admitiu ser também responsável pela morte do cunhado Marcelo, em dezembro de 2013, condicionando a confissão à garantia de que o filho órfão de mãe ficaria com familiares na região Centro — pedido que lhe foi negado. O corpo de Marcelo nunca foi encontrado e, até à data, não existem provas suficientes para levá-lo a julgamento por este crime, pode ler-se na mesma notícia.
Carla Santos, jornalista de 26 anos, foi assassinada à facada em março de 2014, pouco depois de se ter separado de Moisés. O homicida terá instalado um software no computador da vítima, permitindo-lhe aceder às conversas pessoais de Carla. Antes disso, a família de Carla já suspeitava de Moisés devido à morte de Marcelo, mas os alertas não foram atendidos, resultando na perda de dois filhos em três meses.
Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, explicou que, durante uma greve de fome, o recluso é colocado numa cela isolada e sujeito a acompanhamento médico diário, incluindo controlo da glicemia, procedimento que foi aplicado a Moisés.
Antes de atacar os irmãos, Moisés terá sequestrado Carla e o filho bebé, viajando centenas de quilómetros com ambos. Carla apresentou queixa, mas o caso não resultou em condenação.
Sobre a morte de Marcelo, Moisés afirmou que ocorreu durante uma discussão, alegando que o cunhado, engenheiro e pai de dois filhos, foi o primeiro a empunhar uma faca.
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