Saúde

Vacinas contra a Covid-19 provocam morte súbita em jovens?

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 3 horas atrás em 31-03-2026

Um novo estudo epidemiológico de grande dimensão publicado em revista científica internacional concluiu que as vacinas contra a COVID‑19 não estão associadas a um aumento do risco de morte súbita em jovens e adultos previamente saudáveis, contrariando alegações que têm circulado nas redes sociais e em alguns fóruns de desinformação.

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A investigação, realizada no Canadá e citada pela ZME Science, analisou dados de milhões de residentes de 12 a 50 anos de idade sem doenças crónicas que predisponham para morte prematura. Os investigadores compararam pessoas que sofreram morte súbita com grupos semelhantes que continuaram vivos, de forma a avaliar se a vacinação contra a COVID‑19 estava relacionada com um risco aumentado de morte súbita.

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A vacinação contra a COVID‑19 não aumentou o risco de morte súbita nesta população saudável. Pelo contrário, o estudo observou que os indivíduos vacinados tinham, em alguns modelos, uma probabilidade inferior de morte súbita comparativamente aos não vacinados, embora essa associação possa refletir diferenças em fatores de comportamento de saúde e não uma causalidade direta.

As análises incluíram várias doses de vacina (primeira, segunda e reforços), e não foi encontrada evidência de risco acrescido em qualquer dos casos.

Os autores do estudo destacam que embora existam relatos de efeitos adversos raros, como miocardite associada a vacinas mRNA em homens jovens, estes não resultam em aumento global de risco de morte súbita na população estudada.

Esta investigação responde a uma das teorias de conspiração mais persistentes acerca das vacinas: a de que estas provocariam mortes repentinas inexplicadas em pessoas saudáveis. Os resultados vão de encontro a outras análises científicas recentes que também não encontraram ligação direta entre a vacinação contra a COVID‑19 e mortes súbitas por causas cardíacas.

Especialistas em saúde pública observam que esta evidência robusta pode ajudar a combater a desinformação que tem persistido nas redes sociais e grupos online, reforçando que as vacinas continuam a ser uma ferramenta segura e eficaz na prevenção da doença grave causada pelo coronavírus SARS‑CoV‑2.

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