Política

Primeiro-ministro “vive com” praga de ratos e baratas

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 3 horas atrás em 30-03-2026

Imagem: Facebook

A Secretaria-Geral do Governo liderado por Luís Montenegro celebrou um contrato com uma empresa especializada em controlo de pragas para assegurar serviços de desbaratização, desratização e desinfestação na residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa.

PUBLICIDADE

A informação foi avançada pelo Correio da Manhã.

PUBLICIDADE

O ajuste direto foi formalizado a 20 de março e representa um investimento total de 13.950 euros.

O montante será distribuído por três anos — 2026, 2027 e 2028 — com pagamentos anuais de 4.600 euros. O contrato prevê intervenções preventivas, corretivas e de emergência em todo o complexo do Palacete de São Bento, abrangendo não apenas o edifício principal, mas também o chamado edifício do Gaveto, a esquadra da PSP, a garagem e os espaços ajardinados envolventes, descreve o mesmo jornal.

De acordo com dados consultados por aquele jornal no Portal Base, o recurso a serviços deste tipo não é recente. Existem registos semelhantes desde, pelo menos, 2018, ainda durante o Governo liderado por António Costa. Nessa altura, as intervenções incidiam sobretudo em zonas consideradas mais sensíveis, como cozinhas, copas, instalações sanitárias, caixas de esgoto e áreas exteriores, havendo preocupações específicas com insetos e pragas como traças, mosquitos, pulgas, formigas, peixinho-de-prata, o chamado “bicho dos livros” e a lagarta do pinheiro.

Construído em 1877 em terrenos que pertenceram ao antigo convento beneditino, o Palacete de São Bento funciona como residência oficial do primeiro-ministro desde 1938. A necessidade de controlo de pragas não é exclusiva deste imóvel histórico. Segundo a plataforma, consultada pelo CM, entidades públicas contrataram mais de 5,5 milhões de euros em serviços semelhantes desde o início do ano passado.

Também a Presidência da República mantém contratos regulares para desinfestação do Palácio de Belém e do Palácio da Cidadela de Cascais. O mais recente acordo ronda os 3.642 euros anuais e inclui a instalação de 195 estações de isco para roedores, além de armadilhas destinadas a baratas e dispositivos de deteção de traças e peixinho-de-prata.

Na Assembleia da República, o controlo de pragas no Palácio de São Bento e restantes edifícios parlamentares representa um encargo superior a 14 mil euros apenas este ano.

Situação semelhante verifica-se ainda na Procuradoria-Geral da República, que tem em vigor um contrato trienal para intervenções em cinco edifícios, incluindo a sede em Lisboa. O acordo prevê quatro ações anuais e ascende a um total de 8.400 euros.

PUBLICIDADE

data-ad-client="ca-pub-5786926982470587" data-ad-slot="4788055415" data-ad-format="auto" data-full-width-responsive="true">

PUBLICIDADE