Portugal

Imagens em exploração de suínos levam a investigação (há suspeitas de maus-tratos)

Notícias de Coimbra | 2 horas atrás em 29-03-2026

 A Quinta da Granja, uma exploração de suínos da freguesia de Almoster, Santarém, acusada de maus tratos aos animais, vai ser alvo de uma auditoria para apurar os factos, avançou hoje a Filporc, que repudiou o caso.

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“Tomando conhecimento da situação, a Filporc deu indicações imediatas ao organismo de controlo para diligenciar nova auditoria e espoletar procedimentos para apurar todos os factos e em toda a sua extensão”, adiantou hoje, em comunicado, a Filporc – Associação Interprofissional da Fileira da Carne de Porco.

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A RTP divulgou, esta sexta-feira, uma reportagem com imagens recolhidas na Quinta da Granja, entre janeiro e fevereiro, nas quais são vistos suínos mortos, feridos e doentes.

Os pavilhões apresentam zonas degradadas e os corredores de acesso às boxes estão cobertos de fezes, lama e sangue.

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) determinou a apresentação imediata de um plano de ação com medidas corretivas.

A Quinta da Granja, que pertence ao ValGrupo, aderiu ao programa de bem-estar animal da Filporc em 2023.

No âmbito deste processo, foi sujeita a auditorias anuais, tendo a última sido realizada em julho de 2025.

“Nunca os auditores de bem-estar animal ou a equipa técnica da Filporc presenciaram situações como as que foram transmitidas na referida reportagem”, assegurou a associação.

Também hoje, a Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores (FPAS) disse, em comunicado, que as imagens divulgadas não representam o setor, que vincou ser altamente regulado e fiscalizado.

A FPAS espera ainda que sejam esclarecidas as circunstâncias e apuradas todas as responsabilidades e ressalvou que o facto de o setor se estar a reerguer dos prejuízos causados pelo mau tempo “não deve servir de álibi para justificar qualquer situação de incúria no maneio dos animais”.

Contudo, lamentou que as imagens estigmatizem as empresas e os empresários do setor.

No sábado, a Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes (APIC) esclareceu que, em Portugal, o abate de animais carece da aprovação prévia de um médico veterinário oficial, encarregue de assegurar a inspeção sanitária dos animais vivos e de validar a aptidão da carne destinada ao consumo humano.

“A produção de carne em Portugal assenta, assim num sistema robusto, transparente e devidamente fiscalizado, que assegura que apenas produtos que cumprem integralmente todos os requisitos legais chegam ao mercado”, sublinhou.

A Lusa contactou o Valgrupo e o Ministério da Agricultura e aguarda uma resposta.

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