A Semana Santa, um dos períodos mais importantes do calendário cristão, decorre em 2026 entre o Domingo de Ramos e o Domingo de Páscoa, assinalado a 5 de abril.
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A data celebra momentos centrais da vida, paixão e morte de Jesus Cristo, sendo amplamente vivida em países europeus e da América Latina, incluindo Portugal.
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Apesar da sua forte expressão nestas regiões, a celebração da Páscoa está longe de ser universal. Em diversas partes do mundo — sobretudo na Ásia e em alguns países do Médio Oriente — a data tem pouca visibilidade pública, seja por motivos culturais, religiosos ou políticos.
Na China, por exemplo, o cristianismo representa apenas uma pequena parcela da população, maioritariamente composta por seguidores de tradições como o budismo e o taoísmo. Embora existam celebrações em igrejas, muitas sob supervisão estatal, a Páscoa não é reconhecida oficialmente nem constitui feriado.
Situação semelhante verifica-se no Japão, onde o cristianismo tem uma presença residual. A Páscoa passa praticamente despercebida no calendário cultural japonês, ao contrário do Natal, que adquiriu alguma popularidade sobretudo do ponto de vista comercial.
Na Coreia do Sul, apesar de cerca de um quarto da população se identificar como cristã, a Páscoa não assume um papel relevante na vida pública. As celebrações decorrem essencialmente no contexto religioso, sem impacto significativo na esfera social ou institucional.
No Vietname, onde predominam o budismo e tradições locais, o cristianismo mantém uma presença minoritária, ainda que com alguma expressão em certas regiões. A Páscoa é assinalada por comunidades católicas, mas sem reconhecimento nacional.
Em países da Ásia Central, como o Cazaquistão e o Usbequistão, a prática religiosa é, em alguns casos, alvo de regulação apertada. Embora existam comunidades cristãs, a celebração da Páscoa é discreta e pode enfrentar limitações fora dos espaços autorizados.
Na Mongólia, onde o budismo tibetano é dominante, o cristianismo continua a ser minoritário. As celebrações pascais existem, sobretudo em áreas urbanas como a capital, mas têm reduzida visibilidade.
Já no Médio Oriente, verifica-se alguma evolução. Em países como o Qatar, a prática do cristianismo tem vindo a tornar-se mais aberta, especialmente entre comunidades estrangeiras. Ainda assim, a Semana Santa não integra as tradições nacionais e as celebrações decorrem, na maioria dos casos, em espaços privados ou locais de culto específicos.
Apesar de ser uma celebração central para milhões de pessoas em todo o mundo, a Páscoa evidencia fortes diferenças culturais e religiosas entre países. Em muitos destes territórios, não está ausente — mas permanece limitada a comunidades específicas, sem a expressão social e institucional observada noutras regiões.
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