Coimbra

Câmara de Coimbra quer ampliar sistema de videovigilância

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 27-03-2026

A Câmara de Coimbra quer avançar com a ampliação do sistema de videovigilância na cidade durante o atual mandato, revelou hoje a presidente do município na consignação de empreitada que acrescenta 38 câmaras às 17 existentes no concelho.

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Ana Abrunhosa assumiu hoje a vontade de se iniciar uma nova fase de ampliação do sistema de videovigilância na cidade e garantiu que pretende avançar com o processo já neste mandato, estando já identificados pela PSP alguns pontos, seja na Baixa, mas também na Alta.

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“Não é porque temos problemas de insegurança, mas porque temos zonas degradadas. E a maneira que temos de atrair e de valorizar quem corre o risco de investir é correspondermos, tentando garantir mais segurança”, afirmou aos jornalistas a presidente da Câmara de Coimbra.

A autarca falava à comunicação social na Praça do Comércio, no final da cerimónia de consignação de uma empreitada de cerca de 350 mil euros que vai adicionar 38 câmaras de videovigilância às 17 já existentes na cidade, numa operação que deverá estar concluída em outubro.

As novas câmaras concentram-se sobretudo na Baixa de Coimbra (abrangendo pontos da zona do Arnado, Terreiro da Erva, Rua da Sofia e várias ruas da chamada Baixinha), mas também serão instaladas no Parque Verde.

Durante a cerimónia, Ana Abrunhosa salientou que a ampliação do sistema de videovigilância agora em curso começou em 2019 e agradeceu aos anteriores executivos que deram andamento ao processo.

De acordo com a presidente da Câmara, este sistema poderá ter outras aplicações, como a deteção de situações ilegais de deposição de lixo ou contabilização de movimentos para efeitos de estudos de mobilidade.

“Quando falamos de videovigilância, estamos a falar de segurança, mas também falamos de confiança – confiança de quem vive aqui, de quem trabalha aqui e de quem nos visita aqui, na Baixa e no Parque Verde”, salientou.

Para Ana Abrunhosa, uma cidade “só se vive plenamente quando as pessoas se sentem seguras”.

“Este é um investimento que vamos continuar”, vincou, considerando que o investimento na videovigilância insere-se numa “estratégia mais ampla, também seguida pelo anterior executivo, de valorização do espaço público”.

Questionada sobre os riscos de deslocalização do crime para zonas não vigiadas, Ana Abrunhosa assumiu que esse é um risco e explicou que a solução não está apenas na videovigilância, mas num trabalho social que procure dar resposta a problemas “na sua origem”.

“Quando afastamos pessoas de um determinado espaço, a probabilidade de irem para outro é muito grande. Não basta vigiar, não basta punir, tem de se apoiar estas pessoas”, defendeu.

A presidente da Câmara de Coimbra recordou que não há um aumento do número de crimes, mas disse que há um problema de perceção, em que exemplos de consumo de droga na via pública transmitem “um sentimento de insegurança” que não pode ser ignorado.

A autarca lembrou ainda que a videovigilância tem de ser “conciliada com o respeito absoluto das pessoas”, num sistema que dá “todas as garantias de proteção de dados e de privacidade, sem captação de som e sem reconhecimento facial”.

O comandante da PSP de Coimbra, Sérgio Loureiro, considerou que a ampliação do sistema de videovigilância “não resolve todos os problemas”, mas ajuda na prevenção e na resolução de casos, dando nota de que em 2025 houve 70 extrações de imagens das 17 câmaras existentes para apoiar processos criminais em curso.

“Comparativamente até a outras cidades do país, estamos a falar de uma cidade muito segura e é preciso que as pessoas tenham noção disso”, vincou, considerando, no entanto, que a questão da perceção “é importante”.

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