A manhã desta quinta-feira, 26 de março, ficou marcada pela audição de várias testemunhas jovens no Tribunal de Aveiro, no âmbito do julgamento do adolescente de 14 anos acusado de matar a própria mãe no concelho de Vagos.
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Entre as testemunhas ouvidas estiveram seis menores, amigos do arguido, chamados a depor durante a sessão da manhã. Ao longo do dia deverão ser ouvidas mais testemunhas, estando prevista para a tarde a audição de mais sete pessoas.
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O jovem chegou ao tribunal cerca das 9:30, tal como já tinha acontecido no dia anterior, apresentando-se tranquilo e sorridente à entrada para a sala de audiências. As sessões decorrem à porta fechada, por se tratar de um arguido menor de idade, sendo apenas pública a leitura da decisão final.
O caso remonta a outubro do ano passado, quando o adolescente terá utilizado um revólver pertencente ao pai, guardado num cofre, para disparar contra a mãe enquanto esta se encontrava ao telefone, provocando a sua morte.
Após o crime, o jovem tentou simular um assalto, mas acabou por levantar suspeitas. Em menos de 24 horas, a Polícia Judiciária deteve o suspeito, que viria a confessar o homicídio. Antes da detenção, terá escondido a arma na campa dos avós paternos, num cemitério próximo da residência da família.
A sessão de quarta-feira ficou marcada pelas declarações voluntárias do adolescente, ouvido durante toda a manhã. Já durante a tarde, o pai do arguido prestou depoimento e manifestou oposição à medida mais gravosa proposta pelo Ministério Público — três anos de internamento em regime fechado num centro educativo.
O julgamento prossegue durante a tarde desta quinta-feira com a audição das restantes testemunhas. A decisão final será anunciada publicamente em data a definir.
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