Justiça
O mais jovem assassino do país chega bem-disposto para o 2º dia de julgamento
Imagem: Facebook
O adolescente de 14 anos, acusado de matar a própria mãe em Vagos, em outubro do ano passado, já se encontra no Tribunal de Aveiro para o segundo dia do julgamento. Tal como ontem, chegou sorridente e bem-disposto.
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O dia de hoje conta com cerca de 13 testemunhas a serem ouvidas. Durante a manhã, pouco antes das 9:30, chegou também a advogada de defesa do jovem, considerado o homicida mais jovem de Portugal, num crime sem precedentes no país.
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A audiência decorre a porta fechada, tal como no dia anterior, para preservar a identidade do menor. O adolescente está acusado de ter disparado dois tiros contra a mãe, que estava ao telefone na altura, usando a arma do pai guardada num cofre. O crime ocorreu depois de um almoço entre o jovem, a mãe e o pai, quando regressaram a casa, abalando profundamente a região de Aveiro e o país.
Apesar de ter chegado bem-disposto, o rapaz reiterou que não prestará declarações. Ontem, prestou algumas declarações voluntárias durante a manhã, incluindo depoimentos de uma técnica de reinserção, e no início da tarde foi ouvido o pai. Hoje, até ao momento, o pai ainda não chegou.
O adolescente está acompanhado por dois inspetores da Polícia Judiciária. A audiência decorre integralmente a porta fechada, sendo aguardados comunicados oficiais do Tribunal de Aveiro sobre o seu desenvolvimento.
Recorde-se que, após o crime, o jovem simulou um assalto que teria corrido mal, mas acabou por confessar, menos de 24 horas depois, ser o autor dos disparos. Juntamente com um amigo, escondeu a arma no cemitério junto à campa dos avós paternos.
Por ser menor, o adolescente não pode ser condenado da mesma forma que um adulto, mas está a ser julgado no Tribunal de Aveiro, num processo que continua a chocar o país.
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