Coimbra

Continua o impasse no executivo de S. Martinho do Bispo e Ribeira de Frades

Notícias de Coimbra | 3 horas atrás em 26-03-2026

Após uma reunião informal da Assembleia de Freguesia, solicitada pelos partidos da oposição, ficou claro que não foi possível desbloquear o atual impasse político, segundo um comunicado conjunto da coligação Juntos Somos Coimbra, do movimento independente UPA e do partido Chega.

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Na nota, os partidos afirmam que “não foi possível alcançar um entendimento, não por falta de abertura das várias forças políticas, mas devido à recusa constante da Presidente eleita”. A reunião teve como objetivo “encontrar uma solução estável, equilibrada e respeitadora da vontade expressa pelos eleitores”, mas, segundo os opositores, a presidente manteve uma posição inflexível, “insistindo numa maioria no executivo que não resulta dos resultados eleitorais”.

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Os partidos destacam ainda a proximidade do resultado eleitoral: “a coligação Avançar Coimbra (AC) obteve 2.211 votos e a coligação Juntos Somos Coimbra (JSC) 2.199, uma diferença de apenas 12 votos, manifestamente insuficiente para justificar qualquer pretensão de governação isolada”.

O comunicado sublinha a pluralidade do resultado eleitoral e a necessidade de diálogo: “o Unir para Afirmar (UPA), com 1.554 votos, e o Chega, com 678 votos, reforçam o caráter plural do resultado eleitoral, refletido na composição da Assembleia da Freguesia: cinco eleitos da AC, quatro da JSC, três do UPA e um do Chega. A conclusão é inequívoca: não existe maioria absoluta, nem mandato político para governar sem diálogo”.

Os partidos alertam para os impactos do impasse na freguesia: “a manutenção deste impasse já está a produzir efeitos concretos e prejudiciais para a freguesia… Clubes desportivos, associações culturais e coletividades veem-se confrontados com incerteza e falta de apoio, nomeadamente ao nível de subsídios, protocolos e apoio logístico. Atividades regulares, eventos locais, iniciativas culturais e desportivas ficam em risco ou condicionadas, prejudicando não só quem nelas participa, mas toda a dinâmica social da freguesia”.

Sobre acusações de uma alegada “coligação negativa”, os partidos afirmam que “essa interpretação não corresponde aos factos. O que existiu foi uma iniciativa legítima e transparente das forças da oposição, com o único objetivo de encontrar uma solução governativa estável e representativa”.

O comunicado termina com um apelo: “num momento que exige responsabilidade, sentido de Estado e maturidade política, persistir numa postura de bloqueio apenas agravará a situação. A freguesia não pode ficar condicionada por uma estratégia assente numa visão distorcida da democracia, ao serviço de uma evidente ambição pessoal, e numa recusa constante em encontrar soluções que respeitem a vontade dos fregueses”.

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