Crimes
Será que gestor de restaurante de luxo já sabia que corria perigo? Tinha medo de andar na rua
Imagem: Facebook
O desaparecimento do gestor Ricardo Claro poderá estar ligado a informações fornecidas por um antigo colaborador da empresa que dirigia.
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O empresário mantém-se desaparecido e as autoridades admitem que a probabilidade de o encontrar com vida diminui com o passar dos dias.
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De acordo com o Correio da Manhã, Ricardo tinha uma rotina antiga: todas as sextas-feiras jantava com a mãe. Habitualmente passava numa churrasqueira da zona da Penha para comprar frango assado antes de seguir para casa da progenitora. No dia 13 de março, porém, a rotina sofreu uma alteração — foi a própria mãe quem se deslocou ao estabelecimento para adquirir o jantar.
A proprietária da churrasqueira àquele jornal confirmou que o gestor era cliente habitual e descreveu-o como uma pessoa educada e bem-disposta, com quem mantinha uma relação cordial ao longo dos anos.
Dias antes do desaparecimento, Ricardo Claro terá tido um desentendimento com um antigo funcionário da empresa que geria em Vale do Lobo, entretanto despedido. Após esse episódio, o gestor estaria receoso de circular sozinho na rua e optou por permanecer mais tempo em casa da mãe, de onde saiu cerca das 21:00.
Segundo a investigação, esse hábito era conhecido por um ex-funcionário da empresa e pessoa próxima da vítima. O homem foi entretanto detido pela Polícia Judiciária por suspeitas de envolvimento no alegado sequestro. As autoridades acreditam que terá transmitido informações sobre os movimentos de da vítima a dois cúmplices, atualmente em fuga. Os três suspeitos são cidadãos brasileiros.
Perante o juiz de instrução criminal do Tribunal Judicial de Faro, o arguido admitiu ter fornecido dados sobre o gestor aos outros suspeitos, mas negou qualquer participação direta num eventual homicídio. Alegadamente, receberia um automóvel como recompensa pelas informações prestadas.
Os restantes suspeitos terão abandonado Portugal com destino ao Brasil. Antes da fuga, terão recorrido a terceiros para levantar dinheiro e adquirir telemóveis e viagens aéreas utilizando cartões bancários pertencentes à vítima.
Rogério ficou em prisão preventiva, medida aplicada devido ao risco elevado de fuga, já que também se prepararia para sair do país.
A Polícia Judiciária continua as diligências para localizar Ricardo Claro, embora, segundo o mesmo jornal, as autoridades reconheçam que a esperança de o encontrar com vida se torna cada vez mais reduzida.
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