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Banda de Coimbra com 16 anos lança 7º álbum de originais

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 25-03-2026

Imagem: Birds Are Indie/ Facebook

Os Birds Are Indie lançam, na sexta-feira, um novo álbum de originais, o sétimo da carreira de 16 anos do trio de Coimbra, que explora os mecanismos mentais e as tensões invisíveis que atravessam cada pessoa.

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“The Stone of Madness” é constituído por dez temas e, segundo uma nota da produção enviada à agência Lusa, a banda de Ricardo Jerónimo, Joana Corker e Henrique Toscano reforça neste novo trabalho “o caminho traçado no anterior. Seja na sonoridade, na temática ou na complementaridade da imagem, ambos os registos funcionam como dois espelhos que se refletem”.

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Em conversa com a Lusa, Ricardo Jerónimo assumiu que o novo álbum surge na sequência de “Ones & Zeros”, de 2023, que a banda foi solidificando, em palco e ao vivo, nos últimos três anos.

“E isso acabou por ser um bocado o combustível para as músicas novas deste ‘The Stone of Madness’ já virem embebidas desse espírito e dessa energia que pomos ao vivo nas canções. Esse percurso de digressão do disco anterior acabou por desaguar no novo disco”, frisou o vocalista dos Birds Are Indie.

“Queríamos que o novo disco fosse na mesma linha sonora do anterior, mesmo se não é igual. Pensámos os dois em conjunto, foi fixe experimentarmos coisas novas, também, mas mantermos essa energia que ganhámos no disco anterior”, reforçou Ricardo Jerónimo.

Essa energia em palco nota-se logo em “Not Today”, tema de abertura do novo álbum – que estará disponível em vinil, CD e nas plataformas digitais – uma canção que pretende “traduzir a sensação de adiamento constante, tão própria da contemporaneidade”, refere a banda.

As guitarras a ‘rasgar’ e a utilização da caixa de ritmos em “Not Today” não é, no entanto, uma constante ao longo do novo álbum, onde voltam a estar presentes os vários estilos com que os multi-instrumentistas dos Birds Are Indie se identificam, uma espécie de meio caminho entre o indie pop e folk, ou, como os próprios assumem, “it’s only pop & roll but we like it” (é só pop & rol, mas nós gostamos, na tradução livre).

“O disco, apesar de ser coerente, tem alguma diversidade. As músicas não são todas com caixa de ritmos, ou não são todas com o clássico bateria, baixo e guitarra. Vão variando muito. Também varia nas vozes e na abordagem de cada música, mas, no fundo, o todo funciona bem nessa diversidade que também não é demasiado exagerada”, argumentou Ricardo Jerónimo.

“Uma das razões pela qual gostámos que ‘Not Today’ fosse o primeiro ‘single’ é por ser uma das músicas cuja base rítmica são ‘drum machines’ [caixas de ritmos], que já tínhamos usado um pouco no disco anterior e reforçámos neste. Quisemos que a primeira amostra que as pessoas recebessem no novo disco soasse a uma coisa um bocadinho nova, pelo menos quando comparada com os ‘singles’ anteriores”, explicou.

Se “Ones & Zeros” era um olhar o mundo que nos rodeia e para o coletivo onde estamos inseridos, “seja o nosso prédio, o nosso país ou o nosso planeta” – um disco sobre distopias e o que é real e o que é virtual, onde acaba o humano e começa a máquina – o novo álbum “pretende olhar para dentro e para aquilo que cada pessoa pode ir atravessando enquanto indivíduo”, vincou.

Nas letras de “The Stone of Madness”, se é possível perceber alguma frustração, desalento e raiva, também está presente a reação à adversidade e a esperança no futuro, constatou a Lusa.

Por exemplo, em “Useless Efforts” (Esforços Inúteis), os Birds Are Indie cantam, no refrão: “Enjoying the power of useless efforts / just like the flower in the desert (Desfrutar do poder dos esforços inúteis / Assim como a flor no deserto) e Ricardo Jerónimo enfatizou a mensagem que a banda pretendeu transmitir.

“Quando já não consegues fazer nada, quando estás de mãos atadas, impotente, como uma flor no deserto, que tem o seu destino traçado, então mais vale, se calhar, tirar partido disso. Mas também será que essa flor no deserto vai sobreviver e exibir a sua beleza? Fica essa ambiguidade, de facto”, afirmou.

A apresentação de “The Stone of Madness” ao vivo tem já várias datas agendadas, a primeira das quais esta quinta-feira, no Porto (Maus Hábitos), seguindo-se, na sexta-feira, o CAAA de Guimarães e, no sábado, em Braga, no café-concerto RUM by Mavy.

Em abril, os Birds Are Indie estarão em Lisboa na Base Organizada da Toca das Artes – BOTA, no dia 16, seguindo-se Barreiro (Sala 6), dia 17, e Coimbra, no dia 18, no Salão Brazil.

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