Um dos homens detidos no âmbito do alegado sequestro e roubo de Ricardo Claro terá também planeado fugir para o Brasil, país onde nasceu, apesar de possuir nacionalidade portuguesa.
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De acordo com a investigação, citada pelo Correio da Manhã, esse fator terá pesado na decisão do juiz de instrução criminal do Tribunal Judicial de Faro, que determinou a prisão preventiva do suspeito, considerando existir um elevado risco de fuga. As autoridades acreditam que o dinheiro recebido pela alegada participação no esquema — incluindo a partilha de informações sobre a rotina da vítima e a eventual venda de um veículo — poderia ser usado para financiar a fuga.
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Perante o juiz, o arguido terá admitido alguma colaboração no plano, mas negou ter praticado atos de violência contra a vítima, alegando mesmo ter mantido uma relação pessoal e amorosa com Ricardo Claro.
Segundo descreve o mesmo jornal, o suspeito encontra-se fortemente indiciado por crimes como sequestro agravado, roubo agravado e uso indevido de cartão bancário, em coautoria. A prisão preventiva foi aplicada com base em vários perigos processuais, incluindo risco de fuga, perturbação da investigação, continuação da atividade criminosa e perturbação da ordem pública.
Enquanto isso, a Polícia Judiciária continua a investigação para tentar localizar a vítima, desaparecida há cerca de duas semanas.
Ricardo Claro, gestor de um restaurante de luxo no Algarve, era descrito por amigos e vizinhos como uma pessoa calma e responsável. O desaparecimento começou a levantar suspeitas quando deixou de aparecer nos seus hábitos diários, o que motivou preocupação imediata no seu círculo próximo.
As autoridades apuraram ainda que cartões da vítima terão sido utilizados na zona da Grande Lisboa para compras, estando esses movimentos a ser analisados pela PJ. Paralelamente, a investigação aponta que dois outros suspeitos terão fugido para o Brasil, um via Madrid e outro através do aeroporto de Lisboa, estando as autoridades a tentar reconstruir o percurso de ambos.
Amigos e familiares mantêm-se no terreno com buscas discretas na zona de Faro e Vale do Lobo, recorrendo inclusivamente a drones para tentar encontrar pistas, numa altura em que cresce a preocupação sobre o destino de Ricardo Claro.
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