O porto da Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, retomou os trabalhos de dragagem na barra e canal de acesso, que este inverno sofreu um forte assoreamento e impediu aquela infraestrutura de operar na plenitude.
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Em comunicado enviado à agência Lusa, o conselho de administração da estrutura portuária adiantou que os trabalhos vão aproveitar “uma janela de condições marítimas favoráveis que, pela primeira vez este ano, permitirá intervenções em contínuo durante cerca de cinco dias”.
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“Com a melhoria das condições do mar e uma ondulação à entrada da barra inferior a dois metros, foi já possível, durante o dia de segunda-feira, alcançar um calado de 6,5 metros à entrada e à saída da barra”, anunciou o porto da Figueira da Foz.
Segundo a nota, desde o recomeço das dragagens, na sexta-feira, e hoje, foram retirados 62 mil metros cúbicos e nos primeiros dias de março tinham sido removidos mais 36 mil metros cúbicos, “num processo que tem sido condicionado pela agitação marítima registada nas últimas semanas”.
Desde o início do ano até ao dia 27 de fevereiro tinham sido dragados cerca de 160 mil metros cúbicos de sedimentos na barra.
De acordo com a administração portuária, um levantamento realizado no final de fevereiro apontou para a necessidade serem dragados 210 mil metros cúbicos de sedimentos, dos quais cerca de 80 mil metros cúbicos correspondem ao canal principal.
O porto da Figueira da Foz prevê que as acessibilidades continuem a melhorar, com a possibilidade de realização de dragagens em contínuo, permitindo uma intervenção mais eficaz no canal principal.
Os trabalhos são acompanhados por levantamentos hidrográficos diários, “permitindo ajustar, em tempo real, os calados operacionais, com o objetivo de repor, o mais rapidamente possível, as condições necessárias para que as empresas da região possam operar com normalidade”.
No final de janeiro, a Câmara da Figueira da Foz já tinha manifestado preocupação com os impactos económicos do assoreamento da barra do porto marítimo, que estava a inviabilizar a entrada de barcos com mais de 5,5 metros de calado, o que não se verificava há cerca de duas décadas.
Em meados de fevereiro, a administração portuária anunciou que o porto da Figueira da Foz deveria regressar à total operacionalidade durante o mês de março, após a conclusão das dragagens necessárias.
“Recorde-se que, desde dezembro, se verificou um assoreamento excecional e inesperado na barra do porto, situação agravada por sucessivas tempestades marítimas recentes, com forte agitação e ondulação, que, por razões de segurança, impediram a movimentação de navios”, explicou, na altura, aquela estrutura.
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