Há 25 anos, um trágico acidente em Santa Comba Dão, em Viseu, causou a morte de 14 pessoas e feriu mais de 20. Filomena recorda os momentos que mudaram para sempre a sua vida.
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“Foi um verdadeiro milagre eu estar viva”, confessou ao Notícias de Coimbra, emocionada. Na noite do acidente, o autocarro que transportava 35 peregrinos de Fátima despistou-se e caiu numa ravina, numa estrada molhada e escura.
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Filomena lembra a alegria antes do desastre: “Merendámos cá fora, cantámos e dançámos no curete, todas contentes. Vínhamos todos felizes”. Mas o sonho tornou-se tragédia. “Víamos pessoas mortas, a caminhonete tombada… ainda duvidava que pudesse estar viva”, recordou.
A sobrevivente sofreu ferimentos graves: “Tenho mazelas na perna direita. Andei com gesso, sofri bastante, mas estava consciente. Assim que cheguei ao hospital, só queria dar notícias à minha família”.
Entre as lembranças mais marcantes estão os gritos e a dor das vítimas: “Ainda hoje estou a ouvir o grito de uma senhora: ‘Ai Nossa Senhora!’… Houve gritos de dor. Todas as pessoas à procura das famílias”. Filomena também perdeu amigas próximas: “Partiram amigas e amigos da igreja… Todas. Éramos todos muito próximos”.
Hoje, Filomena regressa a Rio de Loba, onde nasceu e vive, para participar na missa de homenagem às vítimas, marcada para as 18:30.
“Vou homenagear estas vítimas, estas minhas amigas que partiram. Ainda hoje, se as visse numa fotografia, reconhecia todas, todas, todas”, afirmou.
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