Saúde
Há quem esteja a beber água do mar engarrafada por pensar que faz bem à saúde: É verdade?
Imagem: depositphotos.com
Há quem esteja a optar por beber água do mar engarrafada por acreditar que pode trazer benefícios para a saúde. Mas será esta prática realmente vantajosa? A resposta não é tão simples.
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Num artigo assinado por Catarina Sousa, nutricionista do Hospital Lusíadas Lisboa, explica-se que a água do mar é naturalmente rica em cloreto de sódio (sal) e outros minerais como magnésio, cálcio e sulfatos. Quando engarrafada, passa por processos de microfiltração, podendo ser utilizada para consumo direto ou culinária, apresentando-se em versões hipertónica ou isotónica.
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A especialista refere que a versão hipertónica, por ter uma concentração muito elevada de sal, não deve ser consumida regularmente, uma vez que o excesso de sódio pode até contribuir para desidratação e outros desequilíbrios no organismo, pode ler-se na Versa.
Já a versão isotónica, apesar de diluída, continua a conter níveis de sal superiores aos da água potável comum, o que pode limitar o seu uso em alimentação. Em pessoas saudáveis, o consumo ocasional não levanta, em regra, problemas, mas há cautela a ter em casos de doenças como insuficiência cardíaca ou insuficiência renal, em que o excesso de sódio e minerais pode agravar a condição clínica.
A nutricionista sublinha ainda que a ingestão deste tipo de água não deve ser justificada pela necessidade de minerais, uma vez que uma alimentação equilibrada já assegura esse aporte nutricional.
Em conclusão, apesar de não haver evidência de riscos relevantes no consumo moderado da versão isotónica em pessoas saudáveis, também não existem estudos que comprovem benefícios superiores face à água potável comum, seja engarrafada ou da rede pública.
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