O Sexo e a Cidade

“DISPARATES” E “NÃO APONTE O DEDO” NA REUNIÃO DA CÂMARA DE COIMBRA

O SEXO E A CIDADE - Opinião | Satírico, Sarcástico e Humorístico | 1 hora atrás em 23-03-2026

O momento tenso aconteceu durante o debate do ponto relativo aos SMTUC.

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A aprovação do tarifário dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) na reunião do executivo municipal fica marcado por dois momentos tensos entre os vereadores Celso Monteiro (Iniciativa Liberal) e João Francisco Campos (PSD).

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Tudo começou quando o vereador liberal acusou a presidente da câmara de “acomodação política” no que diz respeito à nomeação de Sancho Antunes para coordenador técnico de uma secção de assessoria ao conselho de administração da empresa municipal.

“Já tem emprego preparado para os restantes candidatos à Câmara? Ou vamos continuar a assistir à criação de cargos e estruturas feitas à medida das circunstâncias? É que governar não é distribuir lugares. É resolver problemas”, disse.

Até aqui, a presidente Ana Abrunhosa esteve de forma serena a ouvir a intervenção do autarca. O motivo de insatisfação aconteceu quando Celso Monteiro refere que esta “nomeação vem aumentar ainda mais a despesa”.

A presidente riu e disse: “Só pode estar a brincar”. O autarca da Iniciativa Liberal pediu para continuar a sua intervenção, tendo Ana Abrunhosa referido que “pode dizer os disparates que quiser”.

Quando acabou a intervenção, a presidente dirigiu-se a Celso Monteiro para lhe dizer que “falta à verdade”.

“Não é uma nomeação, trata-se de uma mobilidade. Senhor vereador, de propósito falta à verdade”, afirmou, pedindo para mostrar a “outra nomeação” – Maria Lencastre Portugal para o ITAP – e “as contas que fez”. “Não é uma nomeação”, frisou, em mais três ocasiões.

É aqui que João Francisco Campos, vereador do PSD, comenta que a indicação de Sancho Antunes é uma “nomeação”. “O senhor vereador diz que é?”, questionou a presidente.

O ex-presidente da União das Freguesias de Coimbra respondeu que havendo a escolha para um cargo que “não existe” trata-se de uma nomeação.

“Haja decoro”, pediu Ana Abrunhosa, ao que João Francisco Campos respondeu: “haja decoro e vergonha da sua parte”.

Aqui, a presidente lembrou que não lhe tinha dado a palavra, pedindo a este para não lhe apontar o dedo.

João Francisco Campos disse que se limitou a responder a uma pergunta formulada pela presidente da câmara.

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