Um conjunto de propostas à volta do conceito de diálogo entre opostos marca a programação do 17.º Festival das Artes QuebraJazz, que regressa a Coimbra a partir de 12 de julho.
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“Contraponto” é o tema desta edição, celebrando, “na sua relação com a música de Beethoven, o romance ‘Point Counter Point’ [‘Contraponto’, em português] de Aldous Huxley, publicado há quase cem anos (1928)”, explicou a organização em comunicado.
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A programação estende-se até 29 de agosto e propõe, nesse diálogo entre opostos, encontros entre tradição e vanguarda, estrutura e improvisação, nacional e internacional, acrescentaram a Fundação Inês de Castro e a Associação Cultural Quebra Costas.
O exercício escolhido para este ano reflete “a essência da composição musical e a identidade multidisciplinar”, que tem pontuado o festival.
“Celebrar a 17.ª edição do Festival das Artes QuebraJazz é reafirmar Coimbra como um lugar de liberdade criativa”, afirmou Miguel Lima, diretor do festival, citado na nota divulgada.
O QuebraJazz “não é apenas uma sucessão de concertos, é um organismo vivo. É uma experiência de imersão onde cada nota, cada imagem e cada gesto são fios de uma harmonia superior”, frisou o responsável.
A abertura acontece no dia 12 de julho, no Convento São Francisco, com “Os Maias”, pela Companhia Nacional de Bailado. Trata-se de uma criação coreográfica de Fernando Duarte, que inaugura o Ciclo da Dança e que resulta de uma coprodução entre o Convento São Francisco e o Festival das Artes QuebraJazz.
“Esta é uma oportunidade única para ver um espetáculo que esgotou nas suas apresentações em Lisboa e no Porto e que já está esgotado na futura digressão pela Polónia”, destacou a organização.
A música chega ao QuebraJazz em 14 de julho, com a estreia absoluta de “Contraponto”, pelo Quinteto Jeffery Davis. O espetáculo terá lugar no anfiteatro Colina de Camões, nos jardins da Quinta das Lágrimas.
Para os dias seguintes, o festival anuncia um conjunto de concertos que cruzam linguagens e geografias.
O Quatuor Tchalik interpreta Beethoven e Saint-Saëns em 15 de julho, enquanto a Orquestra Hot Clube de Portugal junta-se a John Hollenbeck para apresentar um novo disco, em estreia absoluta, no dia 16 de julho.
No dia seguinte, 17 de julho, Bianca Gismonti & Manuel de Oliveira sobem ao palco com um ensemble de cordas e sopros, numa estreia nacional que mescla jazz e ‘world music’.
Em Santa Clara-a-Nova, ouve-se a Orquestra de Jazz da EACMC no dia 18 de julho
E a 19 de julho há ópera, com um recital do projeto “Opera for Peace – Leading Young Voices of the World”, com a participação do tenor mexicano-americano René Barbera.
O ciclo de Música leva ainda a Coimbra o pianista francês David Fray, para um recital a solo intitulado “Baroque Encores”, no dia 21 de julho.
Para fechar o festival, no dia 22 de julho, a Orquestra Gulbenkian, dirigida por José Eduardo Gomes, apresenta um programa de que fazem parte o Concerto para Violoncelo, de Dvořák, com João Pedro Gonçalves como solista convidado, e a “Sinfonia n.º 5”, de Beethoven.
As restantes propostas do QuebraJazz incluem cinema, artes plásticas, gastronomia e jazz, numa agenda própria a revelar em breve, que decorrerá em agosto, nas Escadas Quebra-Costas, no centro histórico de Coimbra.
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