Coimbra

“Não sei onde é que isto vai parar”: Na Feira dos 23 em Coimbra, os feirantes temem a crise

Notícias de Coimbra | 2 horas atrás em 23-03-2026

Na última Feira dos 23 antes da Páscoa, em Bencanta, o Notícias de Coimbra acompanhou o ambiente de vendas e as preocupações dos feirantes e consumidores, com destaque para o aumento dos preços e o impacto dos combustíveis.

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A feira, que antecede a época pascal, continua a atrair compradores, sobretudo para produtos alimentares como o frango assado, apesar das dificuldades sentidas pelos vendedores.

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Fernanda Leal, feirante há vários anos, explicou que o preço do frango se mantém, para já, nos 8 euros por unidade, mas admite que pode não durar: “Enquanto não aumentar o frango para nós, a gente vai tentando manter o preço. Caso aumentem, temos que aumentar também”.

A vendedora alerta ainda para o impacto direto dos combustíveis no negócio: “Da maneira que está a subir o gasóleo, tudo vai aumentar”, referiu, sublinhando que abasteceu recentemente cerca de 70 euros de combustível para conseguir deslocar-se a várias feiras.

Segundo a própria, os custos de deslocação aumentaram de forma significativa: “Se calhar, menos 20 euros antes dos aumentos”, comparando com o que gastava anteriormente. Ainda assim, mantém uma rotina intensa de feiras semanais, acompanhada pelo marido.

Apesar da pressão dos custos, Fernanda afirma que a procura se mantém: “As pessoas têm de comer. Podem evitar outras coisas, mas o comer não podem evitar”, disse, acrescentando que não nota uma quebra significativa na afluência. “Não sei mesmo [onde isto vai parar]”, comentou.

Já o feirante Agostinho descreve um cenário mais pessimista, apontando a perda de poder de compra: “É demais, é impossível viver assim, porque o dinheiro é pouco. As pessoas não têm dinheiro para andar para a frente”, lamentou.

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