Política
Coimbra: Bloco de Esquerda diz que quem tem “lucros obscenos” deve ter contributo acrescido
O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), José Manuel Pureza, defendeu hoje quem tem “lucros obscenos” deve ter um contributo acrescido, não devendo recair a subida exponencial do custo de vida sobre “a maioria do costume”.
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“Quem tem lucros absolutamente obscenos, com o que estamos a viver, tem que ser chamado a ter uma responsabilidade acrescida, a um contributo acrescido, para fazermos face coletivamente a esta situação de aumento dos bens essenciais, a começar pelos combustíveis, bens alimentares”, sublinhou.
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As declarações de José Manuel Pureza à comunicação social decorreram em plena rotunda da Casa do Sal, numa das entradas da cidade de Coimbra, onde está colocado um ‘outdoor’ do BE onde se lê “Quem paga a fatura? A maioria de costume”.
“É por isso que estamos aqui hoje, para dar início a uma campanha do Bloco de Esquerda que tem como princípio essencial que não pode ser a maioria do costume a pagar esta subida exponencial do custo de vida”, explicou.
José Manuel Pureza aludiu ao aumento do cabaz alimentar em cerca de 14,5 euros desde janeiro, atingindo “um valor absolutamente recorde de cerca de 255 euros”, mais 66 euros do que há dois anos.
“Ficámos a saber isso no mesmo dia em que soubemos que a Sonae tem lucros recorde, que o Pingo Doce tem lucros recorde. E há alguns dias que sabíamos que o setor bancário está com lucros recorde e que a Galp tem lucros recorde”, apontou.
De acordo com o líder do BE, para além das grandes margens de lucro que têm as grandes distribuidoras, o setor bancário e as empresas de combustíveis, a guerra do Irão tem também “um papel muito importante” no aumento do custo de vida.
“A cada bomba que Donald Trump deita no Irão, sobe a nossa fatura do supermercado. Sobe o que temos que gastar para abastecer os nossos carros”, sustentou.
No seu entender, quem trabalha é que está a pagar a guerra, a que o BE se opõe por diversas razões.
“Quem está a pagar esta guerra é quem abastece o automóvel de gasóleo ou de gasolina. Quem está a pagar esta guerra é quem paga o pão, o leite, mais caros do que nunca”, lamentou.
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