Crimes

Operação “Almocreve”: Mega esquema de 30 milhões desmantelado. PJ faz nova vaga de detenções

Notícias de Coimbra | 55 minutos atrás em 20-03-2026

A Diretoria do Norte da Polícia Judiciária, na sequência da operação policial desenvolvida a 11 março, deteve mais dois suspeitos da prática dos crimes de associação criminosa, branqueamento, burla qualificada e burla por meio informático, estando em causa movimentos financeiros ilícitos na ordem dos 30 milhões de euros.

PUBLICIDADE

Os dois suspeitos estavam em trânsito por território nacional, cuja presença estaria relacionada com a prática da atividade criminosa.

PUBLICIDADE

A investigação incide sobre uma organização criminosa de caráter transnacional, gerida a partir do estrangeiro, controlada por cidadãos angolanos e brasileiros, que utilizava o sistema bancário nacional e internacional para movimentar sucessivas contas bancárias, disponibilizando um “serviço de branqueamento” a outras estruturas criminosas.

Mediante o pagamento de uma taxa que podia atingir 50% do montante a branquear, a organização criava cadeias de contas em catadupa, domiciliadas em vários países e tituladas por diferentes pessoas, assegurando o retorno “limpo” dos proveitos ilícitos.

Entre os 30 milhões de euros identificados, associados à organização, cerca 2,5 milhões correspondem a prejuízos causados a vítimas e lesados já identificados, maioritariamente sociedades sediadas no espaço europeu.

Ao todo, no decurso da operação “Almocreve”, foram já detidos 19 suspeitos, 18 pela prática dos factos criminosos e um outro em flagrante delito pelo crime de tráfico de estupefacientes.
No âmbito da mesma operação, foram ainda detidos outros dois em Espanha e um terceiro em França, em cumprimento de mandados de detenção europeus.

Até ao presente dia, pelos factos em investigação na operação “Almocreve”, foi determinada a aplicação das seguintes medidas de coação: prisão preventiva a 10 dos detidos; proibição de se ausentar do país, proibição de contacto com os restantes arguidos e apresentações semanais a três dos detidos; e manteve-se o TIR a quatro dos detidos.

Quanto aos três detidos em França e Espanha, ficaram sujeitos a apresentações em Tribunal e entrega de passaporte até à decisão quanto a entrega às autoridades nacionais.

A investigação prossegue.

PUBLICIDADE