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Góis defende intervenção rápida em estrada nacional cortada desde a tempestade

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 20-03-2026

Imagem: Pedro Delgado Alves/ Facebook

O presidente da Câmara de Góis defendeu na quinta-feira uma intervenção rápida e urgente do Governo na Estrada Nacional (EN) 342, fechada há mais de um mês, uma questão que tem condicionado o transporte escolar de alunos dos concelhos.

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A EN 342, que liga Soure a Arganil, servindo outros concelhos da região, está fechada desde a passagem das tempestades de janeiro e fevereiro, com o município de Góis a não ter tido qualquer resposta concreta que garanta “quando é que vai ser a feita a intervenção”, disse à agência Lusa Rui Sampaio.

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“Temos feito reclamações para que haja ali uma intervenção rápida e prioritária, mas até ao momento não temos ainda uma resposta”, criticou.

Segundo o autarca, este corte tem criado também constrangimentos no transporte escolar de alunos do concelho para a Escola Secundária de Arganil (Góis não tem escola secundária), que acabam por chegar atrasados à primeira aula da manhã.

Rui Sampaio já pediu uma alteração dos horários do operador de transportes intermunicipais e uma alternativa do percurso para garantir “que as crianças cheguem a horas à escola”.

“Eu quero uma resposta concreta e neste momento não tenho”, lamentou o autarca, durante a reunião do conselho intermunicipal da Região de Coimbra, que decorreu na quinta-feira, em Tábua.

Na mesma reunião da Comunidade Intermunicipal (CIM), o presidente da Câmara de Penela, Eduardo Santos, também lamentou a falta de respostas do Governo e da Infraestruturas de Portugal, no seu caso face ao fecho do antigo IC3, que liga o concelho de norte a sul.

“É inaceitável”, criticou.

A presidente da CIM da Região de Coimbra, Helena Teodósio, pediu aos municípios para reportarem todos os casos de estradas nacionais e municipais com cortes ou condicionamentos de trânsito para levar a questão a uma reunião com o ministro das Infraestruturas, agendada para 06 de abril.

“Há situações graves, com empresas com dificuldades em laborar, alunos com dificuldade em aceder às escolas e municípios sem orçamento para avançar com alguns tipos de obra”, notou, esperando que o Governo apresente soluções de apoio para resolver os problemas de acessibilidades que ainda se sentem na região.

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