Justiça

Incêndio mortal em lar de idosos continua por esclarecer 7 meses depois

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 3 horas atrás em 20-03-2026

Imagem: Fernando Pires/ facebook

Sete meses após o incêndio no lar “Bom Samaritano”, em Mirandela, que provocou a morte de sete idosos, continuam por esclarecer as causas da tragédia e eventuais responsabilidades.

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De acordo com o Jornal de Notícias, os inquéritos abertos pelo Ministério Público e pelo Instituto da Segurança Social ainda decorrem, não havendo, até ao momento, conclusões nem decisões sobre indemnizações às famílias das vítimas.

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O incêndio ocorreu na madrugada de 16 de agosto de 2025, num quarto da instituição pertencente à Santa Casa da Misericórdia de Mirandela, onde estavam alojadas dezenas de utentes. Inicialmente morreram seis pessoas — cinco mulheres e um homem, com idades entre os 75 e os 95 anos —, tendo o número subido para sete dias depois, após o falecimento de uma idosa hospitalizada.

Segundo o mesmo jornal, a Procuradoria-Geral da República confirmou que o processo continua em fase de investigação. Já o Ministério do Trabalho e da Segurança Social não prestou esclarecimentos. Também a direção da instituição afirma não ter recebido qualquer informação sobre o andamento dos inquéritos, reconhecendo que esta incerteza gera preocupação. Ainda assim, mostra-se disponível para dialogar com as famílias, procurando alcançar um entendimento, independentemente das conclusões oficiais.

Entre os familiares das vítimas, cresce a indignação pela falta de respostas. Alguns relatam ausência de contacto por parte da instituição relativamente às circunstâncias do incêndio, exigindo que sejam assumidas responsabilidades. Apesar disso, admitem disponibilidade para negociar eventuais acordos.

Entretanto, o lar foi alvo de obras de requalificação, que já terminaram, mas a reabertura depende ainda da aprovação das autoridades competentes, como a Proteção Civil e a Segurança Social. Até lá, os cerca de 70 utentes permanecem distribuídos por outras estruturas da Santa Casa, assim como os trabalhadores, que foram temporariamente deslocados.

As intervenções realizadas ultrapassaram os 200 mil euros e incluíram melhorias em sistemas essenciais, nomeadamente na deteção de incêndios e nos dispositivos de chamada de enfermagem.

Na altura da ocorrência, chegou a ser apontada como hipótese a existência de um curto-circuito num colchão antiescaras como origem do fogo. Houve também relatos de que o alarme não terá sido acionado, embora a instituição tenha garantido o funcionamento dos extintores.

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