Coimbra
Região de Coimbra com 142 milhões de danos em equipamentos municipais por causa das tempestades
A Região de Coimbra registou cerca de 142 milhões de euros (ME) em danos em equipamentos municipais afetados pelo comboio de tempestades, afirmou hoje a Comunidade Intermunicipal (CIM).
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Os danos dizem apenas respeito aos “ativos na esfera municipal”, afetados pelo comboio de tempestades que assolou o país no início deste ano, afirmou o secretário executivo da CIM da Região de Coimbra, Jorge Brito, que falava durante o conselho intermunicipal, que decorreu hoje em Tábua, no interior do distrito de Coimbra.
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Questionado pela agência Lusa no final da reunião, Jorge Brito referiu que Coimbra, Soure, Montemor-o-Velho e Penela foram os municípios mais impactados dentro da região – os três primeiros com danos muito relacionados com as cheias.
Durante o conselho intermunicipal, o secretário executivo deu nota de que já foram desobstruídos 372 quilómetros da rede viária florestal da Região de Coimbra, com 20 equipas de sapadores a trabalhar no terreno.
Também durante a reunião, foram abordados os problemas que os municípios têm sentido sobretudo nas estradas municipais e nacionais que sofreram derrocadas e deslizamentos que obrigaram ao seu corte.
Na proposta que a CIM da Região de Coimbra apresentou no âmbito do programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), a questão das redes viárias também estará muito presente, disse à agência Lusa a presidente da comunidade intermunicipal, Helena Teodósio.
“No município de Leiria, os problemas têm na habitação e nas empresas uma carga muito pesada, mas nós aqui temos problemas nas acessibilidades em que tem de haver da parte do Governo algum tipo de medidas”, defendeu.
A proposta da CIM para o PTRR apresenta um plano de investimentos de 614 milhões de euros, que procura não apenas recuperar dos impactos provocados pelas tempestades, mas também “projetar a região para o futuro”, salientou Helena Teodósio, afirmando que são defendidas medidas em áreas como a mobilidade, a educação ou o ambiente.
Entre as medidas propostas, está um plano para a bacia do rio Mondego, com um novo modelo de gestão, que permita “não apenas minimizar situações futuras, mas assumir um trabalho de prevenção”, notou.
A proposta da CIM da Região de Coimbra contempla ainda “uma intervenção profunda no porto da Figueira da Foz, que não tem a ver apenas com a Figueira, mas com a parte empresarial dos nossos municípios e da região”, afirmou Helena Teodósio.
Para a presidente da CIM, o que está a acontecer no porto da Figueira da Foz “é dramático” e é preciso assegurar uma infraestrutura portuária que dê resposta às necessidades da atividade económica da região.
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