Justiça

Mário Ferreira nega fraude fiscal na venda do navio Atlântida

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 19-03-2026

Imagem: DR

 O empresário Mário Ferreira negou hoje ter cometido qualquer crime de fraude fiscal na venda do navio ferry ‘Atlântida’, num negócio que decorreu entre 2014 e 2015.

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Além de Mário Ferreira, as empresas Mystic Cruises e Valens Private Equality detidas pelo empresário, também são arguidas no processo.

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Em causa está a compra e venda do navio `Atlântida´, comprado pela Mystic Cruises aos estaleiros de Viana do Castelo por 8,75 milhões de euros em setembro 2014 e vendido, em junho de 2025, à Internacional Trade Winds, empresa criada em Malta e gerida pelo empresário, por 11 milhões de euros.

Posteriormente, a Internacional Trade Winds vendeu o navio à norueguesa Hurtigruten por 17 milhões de euros.

Segundo o Ministério Público (MP), essa venda resultou num ganho de 3,7 milhões de euros, montante que não foi atempadamente declarado, o que possibilitou a obtenção de uma vantagem ilegítima, em sede de IRS, de cerca de um milhão de euros.

Durante a audiência de julgamento, Mário Ferreira referiu ter declarado os montantes e pagado os respetivos impostos.

“Paguei o imposto de algo que não recebi, paguei para não me chatear. Eu não recebi o dinheiro, perguntei à contabilista e ela diz que não há maneira nenhuma de receber esse dinheiro pelo qual paguei IRS”, disse o empresário perante o coletivo de juízes do Tribunal São João Novo, no Porto.

Porém, a acusação considera que ainda estão por liquidar 110 mil euros relativos a juros compensatórios.

À saída do tribunal, e em declarações aos jornalistas, Mário Ferreira disse o que está em causa é um “potencial atraso de IRS que foi saldado”.

“Paguei tudo, não devo nada”, insistiu.

O empresário, que pediu para ser dispensado das próximas audiências de julgamento, contou que pagava mais de 100 mil euros de IRS por mês.

“Pago mais de 100 mil euros de IRS por mês e ia andar com estas coisas para quê? Isto é um disparate”, assinalou.

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