Coimbra

Cheias no Mondego levam a criação de grupo de trabalho de emergência

Notícias de Coimbra | 3 horas atrás em 19-03-2026

O Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, e o Bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando de Almeida Santos, nomeiam amanhã, dia 20 de março, num ato público que decorre na Sede Regional Centro da Ordem dos Engenheiros, em Coimbra, pelas 15:00, os membros do Grupo de Trabalho que irão executar o estipulado no protocolo assinado entre estas duas entidades no passado dia 27 de fevereiro, com vista à produção de um relatório técnico sobre as cheias de 2026 na Bacia Hidrográfica do rio Mondego e revisão dos modelos de gestão do risco.

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Este Grupo de Trabalho será composto pelos Engenheiros Armando Baptista da Silva Afonso, coordenador do grupo de trabalho, Especialista em Sanitária e Membro Conselheiro da Ordem dos Engenheiros; José Alfeu Sá Marques, especialista em Hidráulica e Sanitária e Membro Conselheiro da Ordem dos Engenheiros; Nuno Eduardo da Cruz Simões, especialista em Hidráulica; Paulo José da Venda Oliveira, especialista em Geotecnia; e Carla Andreia Pimentel Rodrigues, especialista em Hidráulica.

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Estes especialistas terão, assim, como missão desenvolver os trabalhos previstos no Protocolo celebrado em fevereiro passado entre a APA e a Ordem dos Engenheiros, designadamente no que respeita à avaliação do impacto das tempestades de 2026 na Bacia Hidrográfica do Mondego, incluindo, entre outros aspetos, a análise comparativa das circunstâncias associadas à rutura do dique do leito central ocorrida em 2026, tendo em consideração os eventos verificados em 2001 e 2019; a reavaliação do projeto das infraestruturas do Baixo Mondego, e sua eventual adaptação às exigências atuais decorrentes das alterações climáticas; a apresentação dos contributos para o modelo de governança para o Aproveitamento Hidráulico do Baixo Mondego, envolvendo a revisão do modelo de manutenção continuada, assegurando meios financeiros para a conservação preventiva através de um modelo de cogestão participada pelos municípios, entidades e agentes económicos da região.

O Grupo de Trabalho desenvolverá os trabalhos previstos no âmbito do Protocolo, num prazo máximo de 100 dias, tendo de apresentar um relatório preliminar até 9 de maio.

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