Coimbra
Mau tempo: Rede de Emergência Solidária ajuda famílias afetadas pelas tempestades
Imagem: depositphotos.com
A Entrajuda e a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares mobilizaram diversas entidades e empresas para criar a Rede de Emergência Solidária, iniciativa para ajudar as famílias afetadas pelas recentes tempestades que atingiram várias regiões do país.
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Em comunicado, a Entrajuda dá conta de que a rede, hoje apresentada, “resulta de uma articulação estreita entre instituições, câmaras municipais e juntas de freguesia, potenciando a eficácia dos apoios prestados, evitando duplicações e sobreposições, e constituindo um exemplo de cooperação interinstitucional”.
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A Entrajuda, organismo que dá apoio a instituições de solidariedade social, fez o levantamento das necessidades “de mais de 1.200 instituições sociais situadas nos concelhos em estado de calamidade (68 + 22), abrangendo bens materiais, equipamentos e voluntariado, através de um questionário online”.
Segundo a nota, foram também contactados todos os Presidentes das câmaras municipais destes concelhos, para dar conhecimento da iniciativa.
A Entrajuda refere que o trabalho conjunto entre os parceiros da rede permite responder “de forma ágil e transparente às necessidades das pessoas atingidas, garantindo a boa gestão dos recursos e a prestação de contas” a todos os que confiam no trabalho do organismo.
Integram a Rede de Emergência Solidária a Entrajuda, a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, a Cruz Vermelha Portuguesa e a Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro.
De acordo com a Entrajuda, foi também promovido, em parceria com a Missão Continente, nas lojas da cadeia de supermercados, “um apelo à solidariedade dos portugueses em benefício da Rede de Emergência Solidária, que resultou na angariação de 950 mil euros”.
O valor foi duplicado pela Missão Continente e pela Fundação GALP, totalizando quase 2 milhões de euros a aplicar no apoio às famílias e instituições afetadas, acrescentou o organismo.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
O primeiro-ministro anunciou em 12 de fevereiro a criação de um Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, a que chamou PTRR, para que o país possa recuperar economicamente das consequências do mau tempo que assolou Portugal continental entre o final de janeiro e fevereiro, e atuar nas infraestruturas mais críticas.
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