A embaixada norte-americana em Bagdade foi hoje alvo de novo ataque, enquanto se registaram ataques de ‘drones’ e ‘rockets’ na Arábia Saudita e Kuwait, no 19.º dia do conflito no Médio Oriente, noticiou a agência AP.
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A embaixada dos Estados Unidos na capital iraquiana, que já tinha sido atacada várias vezes nos últimos dias, por disparos provenientes do Irão, foi “atingida diretamente por um ‘drone’”, disse à AFP fonte dos serviços de segurança, sem especificar se houve ou não danos.
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Um segundo responsável de segurança indicou que o ‘drone’ caiu “perto da vedação de segurança da embaixada”.
Também esta madrugada, ‘rockets’ e ‘drones’ atingiram territórios da Arábia Saudita e do Kuwait anunciaram as autoridades dos dois países do Golfo.
Na Arábia Saudita, um porta-voz do Ministério da Defesa escreveu no portal X que o exército destruiu seis ‘drones’ no leste do país.
“As defesas aéreas do Kuwait estão a intercetar ataques hostis com ‘rockets’ e ‘drones’”, afirmou também o exército do emirado no portal X.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.
Desde o início do conflito, foram contabilizados no Irão pelo menos 1.348 mortos, entre os quais o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e mais de 10.000 civis feridos.
A organização não-governamental (ONG) norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA) informou, a 11 de março, que morreram mais de 1.825 pessoas, incluindo quase 1.300 civis, entre os quais pelo menos 200 crianças.
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