Região

Mau tempo: Penela convida grupos parlamentares a verificarem impacto do corte do IC3

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 17-03-2026

 O presidente da Câmara de Penela convidou todos os grupos parlamentares da Assembleia da República a visitarem o concelho para verificarem, no terreno, os efeitos causados pelo corte do Itinerário Complementar 3 (IC3).

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O convite de Eduardo Nogueira dos Santos é para que os grupos parlamentares “possam efetuar visitas a Penela e verificarem ‘in loco’ as dificuldades geradas pela interdição do IC3, uma via da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal [IP]”, informou a autarquia em comunicado enviado à agência Lusa.

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O convite foi enviado na segunda-feira a todos os grupos parlamentares – PSD, Chega, PS, Iniciativa Liberal, CDS e PCP, assim como aos deputados únicos eleitos pelo Bloco de Esquerda, PAN e Juntos pelo Povo.

O IC3 está encerrado entre a rotunda junto aos Bombeiros Voluntários de Penela e o cruzamento para o Espinheiro, desde 10 de fevereiro, na sequência do mau tempo.

Com esta iniciativa, o presidente da Câmara de Penela “pretende manter este assunto como uma prioridade das entidades responsáveis”, incluindo a IP e o ministro das Infraestruturas e Habitação, “a quem também já foi remetida uma missiva e que, até ao momento, não teve qualquer resposta”.

No convite endereçado, apesar de reconhecer o compromisso da IP em encontrar uma solução, o autarca alertou para o impacto causado pela demora da interdição do IC3 que, além de afetar empresas e a mobilidade das pessoas, está também “a colocar em causa o socorro” por parte dos bombeiros.

“Este verdadeiro ‘fosso’ que divide o norte e o sul do concelho, está a causar impactos muito significativos no dia-a-dia das populações, das empresas e do comércio, cujos clientes ou viaturas não se conseguem deslocar de forma rápida e segura”, disse Eduardo Nogueira dos Santos citado na mesma nota de imprensa.

Segundo o presidente, os impactos “já se fazem sentir em serviços como restaurantes e outras atividades comerciais, com uma quebra na ordem dos 50%”, assim como em empresas como a Frijobel, “um dos principais empregadores do concelho”, e em instituições sociais e associações.

Na mesma comunicado, o Município indicou estar já a recuperar, com meios financeiros próprios, várias vias municipais que “tiveram danos graves” por estarem a ser usadas como alternativas, num investimento superior a meio milhão de euros.

A autarquia referiu ainda que a Estrada Regional (ER) 347, também da responsabilidade da IP, está igualmente interditada na Serra do Espinhal, “sem qualquer cronograma de intervenção conhecido”.

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