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Jornalista é a vencedora do Prémio Literário Fundação Inês de Castro com “A chuva que lança a areia do Saara”

Notícias de Coimbra | 2 horas atrás em 17-03-2026

O Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2025 foi atribuído a Ana Margarida de Carvalho pela obra A chuva que lança a areia do Saara e o Prémio de Tributo Consagração Fundação Inês de Castro 2025 foi concedido a José Rentes de Carvalho. A cerimónia oficial de entrega de prémios desta iniciativa anual, que distingue obras de prosa ou poesia escritas em língua portuguesa, realiza-se no próximo dia 28 de março, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra.

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Ana Margarida de Carvalho é escritora e jornalista. Venceu por duas vezes o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (Que importa a fúria do mar e Não se pode morar nos olhos de um gato), foi galardoada com o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco (Pequenos delírios domésticos), finalista do Prémio Oceanos e do Prémio da União Europeia para a Literatura (O gesto que fazemos para proteger a cabeça) e do Prémio PEN Clube Português (Cartografias de lugares mal situados). A chuva que lança a areia do Saara marca a estreia da autora na Companhia das Letras, que republicará toda a sua obra.

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O júri deste prémio literário é composto por José Carlos Seabra Pereira (presidente), Isabel Pires de Lima, Isabel Lucas, Mário Cláudio e António Carlos Cortez. Ao longo dos anos, o Prémio Literário Fundação Inês de Castro tem distinguido autores e obras de reconhecido valor, como Jorge Reis-Sá (2024), António Lobo Antunes (2022), Rita Taborda Duarte (2023), Daniel Jonas (2021), Jorge Sousa Braga (2020), Djaimilia Pereira de Almeida (2018), Mário de Carvalho (2013), Gonçalo M. Tavares (2011) ou José Tolentino Mendonça (2009).

Foi ainda atribuido o Prémio de Tributo Consagração Fundação Inês de Castro 2025 a José Rentes de Carvalho.

De ascendência transmontana, José Rentes de Carvalho nasceu em 1930 em Vila Nova de Gaia, onde viveu até 1945. Levado a abandonar o país por motivos políticos, viveu no Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Iorque e Paris, trabalhando para jornais e revistas como O Estado de São Paulo, O Cruzeiro, ou O Globo e, mais tarde, o Expresso. Em 1956 passou a viver na Holanda, onde, depois de trabalhar em várias profissões, se licenciou (com uma tese sobre Raul Brandão) e foi professor de Literatura Portuguesa entre 1964 e 1988 na Universidade de Amesterdão.

Dedica-se desde então exclusivamente à escrita e a uma vasta colaboração em jornais portugueses, brasileiros, belgas e holandeses, além de várias revistas literárias. Escreveu romances, contos, diário, crónica, e guias de viagem ou ensaios. É autor de romances como Montedor (1968), O Rebate (1971), A Sétima Onda (1984), La Coca (1994), Ernestina (1998), A Amante Holandesa (2003), Mentiras & Diamantes (2013) ou O Meças (2016).

O seu livro Com os Holandeses (1972) foi um dos maiores best-sellers neerlandeses da década de 1970. Publicou livros de ensaios sobre o 25 de Abril (Portugal, a Flor e a Foice, 2014) e sobre a Europa (A Ira de Deus Sobre a Europa, 2016). Os seus contos estão reunidos em Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia (2011). Recebeu o Grande Prémio APE de Literatura Autobiográfica (por Tempo Contado, 2012), o Grande Prémio APE de Crónica (por Mazagran, de 2013) e o Prémio D. Dinis da Casa de Mateus (por Cravos e Ferraduras, contos e crónicas, de 2025). A sua obra está publicada em Portugal pela Quetzal.

A cerimónia oficial de entrega destes prémios vai realizar-se no dia 28 de março, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, e contará com a presença de Ana Margarida de Carvalho para receber o Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2025 e Francisco José Viegas, que receberá o Prémio Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro 2025 em representação de José Rentes de Carvalho, enquanto seu editor.

Aceda aqui à lista completa de obras e autores premiados.

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