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Estudantes de Coimbra criam rede para promover parcerias nacionais e estrangeiras

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 hora atrás em 16-03-2026

 A Associação Académica de Coimbra (AAC) lançou uma Rede de Parceiros para consolidar a instituição a nível regional e nacional, bem como para caminhar no sentido de uma expansão internacional de forma a beneficiar estudantes e entidades parceiras.

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“A rede é essencialmente a estruturação das parcerias [da AAC] que já existem há vários anos, com a criação de uma estratégia própria de captação de novos parceiros”, disse hoje o presidente da direção-geral da AAC, José Machado.

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Em declarações aos jornalistas, à margem da conferência de apresentação da iniciativa, explicou que a Associação vai “estruturar em várias modalidades a tipologia de parceiros, seja no privado, seja no público, ou mesmo do ponto de vista institucional”.

O objetivo é “desenvolver uma série de opções para as próprias parcerias, onde, conforme a entidade, poderão ter uma série de valências junto da Académica e da academia”, numa medida “mutuamente positiva” para os envolvidos.

“Estes primeiros meses foram de consolidação do trabalho e daquilo que se estava por completar há vários anos, e agora estamos claramente num ritmo frenético”, para “expandir a Académica e, acima de tudo, consolidar o papel [da AAC] também na região e no país”, bem como em território estrangeiro.

A rede, que “pretende projetar o losango preto e branco [emblema da AAC] em todo o mundo”, foi iniciada oficialmente hoje, tendo já como parceiros institucionais a Universidade de Coimbra (UC) e a Câmara Municipal de Coimbra.

“A partir de hoje, será iniciada uma estratégia de atratividade para as parcerias, mas enviar também uma série de convites para uma listagem já profunda”, construída ao longo das últimas semanas, reiterou José Machado.

Na cerimónia, a presidente da autarquia conimbricense, Ana Abrunhosa, realçou a importância da consolidação da rede “para contrariar e inverter” o ciclo de jovens que concluem o seu percurso académico na cidade, mas que não permanecem no concelho.

“Não queremos que a Universidade de Coimbra seja apenas um local de passagem”, frisou.

Segundo a líder camarária, o saber criado e desenvolvido na UC, e os centros de investigação, “que não são mais um segredo bem guardado – pelo contrário, são cada vez mais conhecidos no mundo”, são “recursos muitos valiosos” que a cidade possui, que precisam de se cruzar com as empresas, a administração pública, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), a saúde e a educação.

Ana Abrunhosa deixou ainda votos de esperança de que cada projeto e ideia encontre ali o ecossistema necessário para se tornarem em empresas e serviços.

Já o reitor da UC, Amílcar Falcão, disse que a instituição de ensino superior está disponível para ajudar o projeto, garantindo ainda que a Universidade de Coimbra caminha cada vez mais no sentido de ser uma universidade global.

Em declarações aos jornalistas, explicou que “há grandes universidades a colocarem-se fisicamente em Lisboa e noutras capitais europeias e países, e a Universidade de Coimbra não pode ficar só restringida à Coimbra”.

A UC é “demasiado global, sob vários pontos de vista, para estar restringida” à cidade, sendo expectável que haja novidades nesta temática ainda este ano.

“Não é apenas dizer que temos alunos que vêm do Brasil ou de Angola [, por exemplo]. Isso é bom, mas é curto. Daqui a dez anos será curto e, portanto, estamos a preparar as coisas para ter, de facto, espaços físicos fora do país, que nos permitam alargar os nossos horizontes na colaboração com esses países, na inovação, na investigação e também na parte de captação de estudantes internacionais”, frisou, escusando-se a adiantar de que países em concreto estava a referir-se.

As candidaturas para estabelecer parcerias com a AAC podem ser submetidas através da página da ‘internet’ da associação estudantil.

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