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“A mulher é para bater”: Academia de Coimbra chocada com áudios racistas, xenófobos e misóginos

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 3 horas atrás em 16-03-2026

Uma gravação de áudio com mensagens racistas, xenófobas e misóginas, partilhada por estudantes num grupo de WhatsApp de ensino superior, está a gerar indignação no meio académico de Coimbra.

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Para além do áudio, foram também enviadas imagens que promoviam o nazismo.

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As mensagens circularam num grupo com mais de 800 estudantes de diferentes instituições e cursos de Coimbra. A rápida disseminação dos conteúdos levou a Provedoria do Estudante da Universidade de Coimbra a abrir “diligências para apurar os factos e os envolvidos”. Entre as medidas em análise está a possibilidade de processos disciplinares, que podem culminar na expulsão dos alunos da Academia de Coimbra, segundo informações do Correio da Manhã.

O mesmo jornal indica que as primeiras investigações apontam para que os autores das mensagens sejam estudantes do Coimbra Business School ISCAC, pertencente ao Instituto Politécnico de Coimbra. Um dos estudantes que enviou o áudio já apresentou desculpas à instituição, ao politécnico e às associações de estudantes, mas não revelou a identidade dos colegas envolvidos na gravação.

A Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra, juntamente com associações que representam estudantes de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Brasil e participantes do programa Erasmus, divulgou uma nota de repúdio. No comunicado, afirmam que “não há espaço, nem na cidade, nem na Academia de Coimbra, para o ódio ou a exclusão” e exigem uma investigação rigorosa, assim como a tomada de medidas apropriadas.

Os estudantes de Coimbra já tinham manifestado anteriormente a intenção de manter “exclusão incondicional” do Chega da Academia, partido que consideram hostil para estrangeiros e determinados grupos da população.

O grupo de WhatsApp, criado inicialmente para dar as boas-vindas aos caloiros da Faculdade de Direito, acabou por incluir mais de 800 participantes. O áudio de cerca de cinco minutos continha insultos dirigidos a mulheres, estrangeiros e negros, incluindo expressões como “A mulher é para bater, mais nada”, além de piadas de teor racista narradas por várias vozes.

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