A Feira do Fumeiro está de regresso a Coimbra e voltou a encher o Quartel de Santana de aromas irresistíveis e sabores tradicionais.
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A quarta edição do evento, promovida pela União das Freguesias de Coimbra, arrancou este sábado, 14 de março, e prolonga-se até domingo.
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Entre enchidos, presuntos, queijos, mel e cerveja artesanal, não faltam motivos para uma paragem demorada entre degustações e conversas com os produtores vindos de várias regiões do país.
Com entrada gratuita, a feira volta a apostar na valorização dos sabores tradicionais e na promoção de pequenos produtores, criando um ambiente de convívio que tem conquistado cada vez mais público.
Este sábado o evento decorre até às 20:00, e regressa no domingo entre as 10:00 e as 18:00.
Entre as presenças que não passam despercebidas está o Grupo Etnográfico da Região de Coimbra (GERC), que trouxe para a feira não só tradição, mas também alguns dos sabores mais típicos da região.
No espaço do grupo, os visitantes encontram arrufadas de Coimbra, arroz doce e caldo verde, preparados de forma tradicional.
Susana Ferreira, vestida a rigor como tricana de Coimbra, explica ao nosso jornal porque faz sentido marcar presença num evento deste género.
“Sendo a arrufada um doce tradicional da nossa cidade, faz todo o sentido marcar presença num evento com estas características”, afirma.
Além da vertente gastronómica, o grupo aproveita também para divulgar a cultura e a identidade local.
“Hoje estou em forma de vendedeira de arrufadas e a divulgar as nossas tradições, não só em termos gastronómicos, mas também em termos etnográficos”, conta.
Para o grupo, participar neste tipo de iniciativas tem também um significado especial.
“É muito importante estarmos aqui, porque assim mantemo-nos ativos e presentes em eventos que divulgam a tradição popular. Mostramos aquilo que melhor sabemos fazer, não só na dança e no canto, mas também na gastronomia.”
As arrufadas de Coimbra, um dos destaques do espaço do grupo, despertam frequentemente a curiosidade de quem visita a feira, sobretudo de quem vem de fora da região.
“Perguntam-nos muitas vezes qual é a receita, se somos nós que fazemos e há quanto tempo. É uma receita tradicional que vai passando de geração em geração”, explica Suzana.
O segredo? Ingredientes simples — e alguma experiência.
“Leva farinha, ovos, açúcar e aquele toquezinho especial que só quem faz há muitos anos sabe dar.”
Na banca do grupo, cada arrufada custa 2,50 euros, e a procura não tem faltado. Muitos visitantes aproximam-se não só pelo doce, mas também pela curiosidade em relação aos trajes tradicionais.
“As pessoas têm sempre muita curiosidade sobre os nossos trajes e sobre a forma como divulgamos as tradições de Coimbra, sobretudo quando veem alguém vestido assim”, acrescenta.
E, como manda a tradição das feiras, não faltou também o pregão para chamar os visitantes.
“Arrufada de Coimbra! Arrufada de Coimbra!”, ouviu-se entre sorrisos e gargalhadas, convidando quem passava a provar um dos doces mais emblemáticos.
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