O Notícias do Coimbra esteve à conversa com Luís Baixinho, um verdadeiro entusiasta da Lego, que transformou o hobby em terapia e exercício criativo.
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Luís utiliza as peças Lego para construir mundos imaginários, desenvolver a criatividade e relaxar da rotina do dia a dia.
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“Eu sou o que chamam um AFL, um Adult Fan of Lego. Utilizo as peças Lego para fazer muitas formas, mas essencialmente para trabalhar a criatividade e como disseste bem, é uma terapia de descanso, em que entro no meu mundo e só eu e as minhas peças vamos fazendo o que me apetece”, explicou Luís, sentado à sua mesa de trabalho durante a inauguração da loja Lego em Coimbra.
O hobby não se resume a montar conjuntos pré-definidos. Luís prefere criar construções próprias, muitas vezes desconstruindo e reconstruindo as peças inúmeras vezes. “Já construí milhares de conjuntos, mas gosto de construir construções próprias e não tenho número para isso. Já há mais de 27 anos que ando nisto”, disse.
Questionado sobre a dimensão das suas criações, Luís revelou que já realizou peças de grande escala. “Talvez a minha maior peça tenha sido uma biblioteca com cerca de um metro e pouco de altura e meio metro de largura, totalmente detalhada”, contou. Explicou ainda que projetos maiores não são concluídos num único dia, exigindo experimentação e técnicas avançadas: “Às vezes para construir uma coisa pequenina podemos demorar um mês e para algo grande é mais rápido, depende do que queremos testar”.
A frustração faz parte do processo criativo, sobretudo em construções complexas. “Aliás, já me aconteceu enganar-me e ter que começar outra vez. Para quem é fã da Lego, especialmente em conjuntos técnicos, é normal e faz parte do processo”, explicou.
Luís revelou ainda que prefere criar peças únicas, pensadas e construídas por si, e não apenas comprar conjuntos já montados: “Às vezes compro conjuntos raros, mas não é isso que me puxa. A maior parte das coisas que tenho são minhas, únicas, feitas por mim”.
A variedade de temas é outro fator importante na sua construção: “Gosto de ficção científica, construo cidades, fantasia… não tenho um tema fixo. As flores da Lego não me dizem muito, vivo no campo, mas gosto de variar muito nos temas”.
O hobby de Luís é também uma forma de criar momentos de lazer e de ligação familiar. “Tenho um espaço próprio em casa, um escritório dedicado ao Lego, onde eu e o meu filho vamos construir. É aquele momento em que desligo do mundo, um espaço meu”, explicou.
Sobre o futuro das suas construções, Luís mantém uma lista enorme de projetos ainda por realizar: “É um hobby, em casa, para me divertir e relaxar. Os projetos são muitos e vou fazendo à medida que o tempo permite”.
Questionado sobre se gostaria de viver numa casa feita totalmente de Lego, Luís foi perentório: “Não, seria desconfortável. Gosto do Lego como hobby, com espaço próprio, e não tenho muito Lego exposto em casa. É para trabalhar, criar e relaxar”.
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