A subida generalizada dos preços continua a preocupar consumidores e comerciantes no Mercado D. Pedro V, em Coimbra. Depois do aumento do cabaz alimentar e da perspetiva de novas subidas nos combustíveis, também os talhos começam a sentir pressão nos custos das mercadorias.
PUBLICIDADE
No Talho Neves, a comerciante Marisa explica que, para já, os preços ainda não foram alterados, mas os fornecedores já avisaram que os aumentos estão a caminho, sobretudo nas carnes de aves.
PUBLICIDADE
“Já tivemos alerta de que as mercadorias vão começar a aumentar. Relativamente ao frango, já nos foi dito esta semana que começou a encarecer, mas ainda não mexemos os preços”, afirmou.
Segundo a comerciante, as subidas deverão ser relativamente pequenas numa primeira fase, mas inevitáveis. “O peito de frango poderá aumentar cerca de 20 cêntimos e as coxas de frango cerca de 10 cêntimos”, adiantou.
Neste momento, o frango está a ser vendido a cerca de 3,49 euros o quilo, mas Marisa admite que o valor poderá ter de ser revisto em breve, sobretudo depois do novo aumento dos combustíveis anunciado para a próxima semana.
“Sempre que aumentam os combustíveis é crítico para nós, porque aumenta logo o preço das mercadorias”, explicou.
Além das aves, também a carne de vaca tem vindo a registar subidas ao longo do último ano.
“A carne de vaca já tem vindo a aumentar desde o ano passado. Tem sofrido aumentos sucessivos”, disse.
Apesar da pressão nos custos, os comerciantes tentam adiar ao máximo as subidas para não prejudicar os clientes, muitos deles com rendimentos baixos.
“Muitas das pessoas que vêm aqui têm reformas pequenas. Tentamos aguentar ao máximo para que o cliente não seja muito prejudicado”, afirmou.
Ainda assim, a mudança no comportamento dos consumidores já é visível. Segundo Marisa, as pessoas continuam a comprar carne, mas em quantidades menores. “Se antes levavam três ou quatro bifes, agora levam dois. Vai-se vendendo, mas em menor quantidade”, disse.
A comerciante acredita que a situação poderá agravar-se se o contexto internacional continuar instável, nomeadamente com a guerra no Médio Oriente e a pressão sobre os combustíveis.
PUBLICIDADE