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Coreia do Sul deteta lançamento de projétil não identificado pelo Norte

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 14-03-2026

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou hoje que a Coreia do Norte disparou pelo menos um projétil não identificado em direção ao mar do Japão.

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Num comunicado citado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap, o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul não referiu se o projétil era um míssil balístico ou qual a distância percorrida.

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Também o Ministério da Defesa do Japão confirmou hoje o lançamento de um possível míssil balístico por parte da Coreia do Norte, afirmando que o projétil já teria caído no mar.

“A Coreia do Norte lançou o que poderá ser um míssil balístico. Informaremos assim que tivermos mais informações”, escreveu o ministério, na rede social.

O lançamento ocorreu durante exercícios militares conjuntos anuais entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, que envolvem milhares de soldados, numa altura em que Washington também intensifica a guerra contra o Irão.

O regime de Pyongyang considera os exercícios como ensaios para uma invasão do Norte e utiliza-os frequentemente como pretexto para realizar demonstrações militares ou testes de armas.

Na terça-feira, Kim Yo-jong, irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, criticou Washington e Seul por prosseguirem os exercícios numa altura perigosa para a segurança global, e alertou que qualquer desafio à segurança da Coreia do Norte traria “consequências terríveis”.

O exercício Escudo da Liberdade, com a duração de 11 dias e que se estende até 19 de março, é um dos dois exercícios anuais de posto de comando realizados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.

Os exercícios, em grande parte simulados por computador, são concebidos para testar as capacidades operacionais conjuntas dos aliados, incorporando cenários de guerra e desafios de segurança em constante evolução.

A Coreia do Norte tem rejeitado repetidamente os apelos de Washington e Seul para retomar a diplomacia com o objetivo de pôr fim ao programa nuclear do país.

As negociações foram interrompidas em 2019, após o fracasso da segunda cimeira de Kim Jong-un com o Presidente norte-americano, Donald Trump, durante o seu primeiro mandato.

Kim Jong-un tornou a Rússia a prioridade da política externa da Coreia do Norte, enviando milhares de soldados e grandes quantidades de equipamento militar para apoiar a guerra de Moscovo na Ucrânia, possivelmente em troca de ajuda e tecnologia militar.

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