Empresas

Empresa de Penela defende uma posição do Governo sobre preço de combustíveis

Notícias de Coimbra | 21 minutos atrás em 13-03-2026

O diretor de uma empresa do setor da construção civil disse à agência Lusa que o Governo deve decidir se quer ser liberal ou interventivo na questão do preço dos combustíveis e admitiu ajustes nos preços dos seus produtos.

PUBLICIDADE

“O Estado português deveria decidir o que quer fazer: se quer ser um Estado liberal ou se quer ser um Estado interventivo. Acho que meias medidas, tal como tivemos noutras situações, com outros governos, em que estamos sucessivamente com medidazinhas, (…) não resolve nada. Neste momento, embaratecer os combustíveis apenas significa que é mais gasolina para a fogueira”, afirmou Rui Oliveira.

PUBLICIDADE

Para o diretor da empresa SIRL, com sede em Penela, que se dedica ao fabrico e comercialização de máquinas e ferramentas para a construção civil, ou “se define um teto para o preço dos combustíveis” ou o cenário será de incerteza, manifestando “muitas dúvidas em relação às medidas”.

“Ou não se tomam medidas nenhumas e a procura de combustíveis baixa e os preços, se calhar, também se vão refletir numa desaceleração, ou, se queremos manter o mesmo consumo, acho que vamos ter problemas muito grandes a curto e a médio prazo”, acrescentou.

À Lusa, Rui Oliveira disse que a empresa ainda não está “a fazer nada sobre os preços dos produtos”, mas admitiu que pode haver reajustes no final de março.

“Ainda não temos a firme certeza se estamos a falar em impactos temporários ou efetivamente muito estruturais. São dúvidas que temos e estamos a segui-las de muito perto e, até ao final do mês, poderemos ter de tomar outras medidas ao nível dos nossos preços e repercutir isso nos clientes de forma mais permanente e mais forte. Mas estamos a fazer tudo no sentido contrário para reduzir o mais possível o impacto no mercado”, indicou.

Mais de 60% da faturação da SIRL é para o exterior, com a empresa a vender para 105 países.

PUBLICIDADE