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 Empresa de Soure com prejuízos de 600 mil euros: “Até agora recebemos parte do seguro. Outros apoios zero”

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 13-03-2026

A empresa Perfiltecto, em Soure, dedicada ao fabrico de perfis, que tinha sido inaugurada duas semanas antes das tempestades que atingiram a região, regsitou prejuízos de cerca de 600 mil euros, disse à agência Lusa o gerente.

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“É mais do que 500 mil euros, estará muito à beira de 600 mil euros”, disse Nelson Rodrigues, gerente da empresa que se dedica ao fabrico e comércio de perfis de plástico.

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De acordo com o empresário, os maiores danos foram registados nas instalações da empresa, que tinha aberto a unidade cerca de 15 dias antes da passagem da depressão Kristin, em 28 de janeiro.

“Caiu uma parte do pavilhão, levou o telhado, afetou os escritórios. Chovia aqui como na rua”, recordou, salientando também os danos em materiais que tiveram de voltar a ser produzidos.

A empresa, com 12 funcionários, esteve “cinco dias completamente” parada, tendo vindo a retomar gradualmente a atividade, só restabelecida a 100% “há uma semana, duas no máximo”.

Nelson Rodrigues admitiu que o impacto na faturação “não foi muito grande”, estimando perdas de “20 ou 30 mil euros”.

A empresa avançou já com trabalhos para recuperar a unidade, considerando “preferível não fazer já as obras todas, pôr só o telhado e as paredes, e o resto ir-se fazendo com o tempo”, uma vez que “não vai dar para fazer as obras todas ao mesmo tempo e pagar tudo”, justificou.

“Até agora, recebemos uma parte do seguro. O outro tipo de apoios, zero”, referiu.

Questionado sobre o que perspetiva em termos de apoios, Nelson Rodrigues disse achar que o seguro “pode pagar uma boa parte” para ressarcir a empresa de alguns prejuízos.

Quanto a outro tipo de ajudas referiu que ainda não percebeu onde é que estão.

“Fala-se em 0,5 [%] de juros para as pessoas afetadas, mas isso, mais o spread, e mais alguma coisa, dá qualquer coisa como 3,5 ou 3,3%. Para quem já está com problemas, se calhar vai aumentar os problemas”, observou.

Na opinião do empresário, o caminho poderia passar pela “retirada de impostos durante algum tempo” e “os bancos não cobrarem o spread e isso ser à conta do Governo para poder ajudar as empresas”.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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