Coimbra

Já viu o vídeo do Bispo de Coimbra? “Não é um tribunal” mas um “lugar de cura e misericórdia”

Notícias de Coimbra | 14 minutos atrás em 12-03-2026

No âmbito da proposta das “24 horas para o Senhor”, o Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, deixou uma vídeo mensagem sobre o Sacramento da Penitência, indicando que “não é um tribunal” mas “lugar de cura e misericórdia”.

PUBLICIDADE

“A Confissão é vista como uma obrigação, com um sentimento de medo ou a partir de uma ideia estranha: “O padre não tem nada que saber os meus pecados”, “É a libertação da alma”, “Só me confesso a Deus”. Mas a reconciliação não é um tribunal nem um mero descargo de consciência. É a resposta à pergunta fundamental: como lidar com a nossa imperfeição e com o nosso pecado?”, refere no vídeo da rede social da Diocese.

PUBLICIDADE

D. Virgílio Antunes afirma que “no contexto cristão, o pecado é, simplesmente, o contrário de amar”, numa  “rutura com Deus, com os outros e connosco próprios”.

“Faz sentido confessar quando há um esforço real de mudança. A experiência diz-nos que, quanto mais amamos, mais sensíveis nos tornamos às nossas faltas de amor. Confessar é, por isso, assumir o erro para poder recomeçar”, partilha.

O prelado esclarece que a Igreja usa termos diferentes como “Conversão, Penitência, Confissão, Perdão — mas o termo Reconciliação é o que melhor exprime o “retomar de uma relação” e lembra que este “Sacramento é o lugar da misericórdia instituído por Jesus para que a graça de Deus permita sarar essa ferida”.

“Há uma afirmação importante para a qual gostaria de chamar a atenção: só Deus perdoa os pecados. O sacerdote não é o “dono” do perdão, mas o seu servidor. Ele está ali em nome de Cristo para acolher com delicadeza e paciência, conduzindo o penitente à cura interior”, destaca. 

O Bispo de Coimbra recorda ainda as palavras do Papa Francisco, referindo que “o confessionário não deve ser uma “câmara de tortura”, mas sim o lugar da consolação e do estímulo para a conversão ao seu amor”.

Na vídeo mensagem, D. Virgílio Antunes cita um escritor irlandês salientando que “a única diferença entre um santo e um pecador é que todos os santos têm um passado e todos os pecadores têm um futuro” e é esse futuro que “o Sacramento da Reconciliação se foca”.

“Temos a oportunidade de transformar o peso do passado na paz do recomeço. Recordamos como Jesus enviou para um futuro diferente os pecadores a quem perdoou, ao dizer-lhes: “vai em paz e não voltes a pecar””, acrescenta.

D. Virgílio Antunes termina a lembrar a “promessa poderosa na oração da absolvição, que é como um abraço do pai ao Seu filho amado” e aponta “a paz que permite caminhar de novo, com a alma leve e o coração reconciliado”. 

A proposta quaresmal de oração e reconciliação pode ser concretizada na iniciativa “24 Horas para o Senhor”, que acontece nas dioceses de todo o mundo, nos dias 13 e 14 de março. 

lema escolhido por Leão XIV para a XIII edição da iniciativa é do versículo do Evangelho de João: “Vim para salvar o mundo”.

PUBLICIDADE