Economia

Pesadelo nos postos de combustíveis. Gasóleo já chega aos 2 euros

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 3 horas atrás em 11-03-2026

Apesar do recente alívio nos mercados internacionais após declarações de Donald Trump, os postos de abastecimento em Portugal preparam-se para um novo agravamento de preços.

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A tendência de subida nos combustíveis em Portugal deverá manter-se na próxima segunda-feira, com aumentos previstos de até 10 cêntimos por litro. Este cenário ocorre num momento de aparente contradição: o preço do petróleo e do gás natural registou uma queda acentuada nas últimas horas, motivada pelo otimismo de Donald Trump, que afirmou que o conflito com o Irão poderá terminar “muito em breve”.

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De acordo com os dados mais recentes do setor, citados pelo Correio da Manhã, a gasolina simples será o combustível com o maior aumento, estimando-se uma subida entre 7 e 10 cêntimos por litro. No caso do gasóleo, o encarecimento deverá oscilar entre os 5 e 7 cêntimos.

Em vários postos de autoestrada (como na A6 em Estremoz ou na ligação Vila Real-Chaves), o gasóleo já ultrapassou os 2,038 €/litro, indica o mesmo jornal.

Se estas previsões se confirmarem, o gasóleo terá subido cerca de 26 cêntimos em apenas 15 dias, enquanto a gasolina poderá somar um agravamento de 14 cêntimos.

A descida do Brent — que recuou de máximos de 119,50 $ para cerca de 86 $ após as garantias de Trump sobre o enfraquecimento militar do Irão — ainda não chegou às bombas devido a dois fatores principais:

Os postos estão atualmente a vender combustível adquirido a preços mais altos em semanas anteriores. A diferença entre o preço do crude e o do produto refinado. A Europa é deficitária em gasóleo, e o fecho parcial do Estreito de Ormuz mantém a pressão sobre o abastecimento, tornando o refinado proporcionalmente mais caro que o petróleo bruto.

O cenário evoca a crise de 2022, no início da invasão da Ucrânia. O Governo português poderá considerar o reforço da redução do ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos) para mitigar o impacto no bolso dos cidadãos.

Contudo, a Comissão Europeia já sinalizou que irá monitorizar estas medidas, recordando a necessidade de Portugal reduzir a dependência de combustíveis fósseis no âmbito das metas climáticas para 2026.

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