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Trabalhou no café do pai de António José Seguro e hoje espera-o como presidente da República em Arganil

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 2 horas atrás em 10-03-2026

O Presidente da República, António José Seguro, realiza esta manhã, 10 de março, a sua primeira visita oficial ao concelho de Arganil, passando pela aldeia de Mourísia, onde é aguardado com expectativa por vários populares.

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Entre eles está António Abreu, natural de Penamacor, que faz questão de marcar presença para dar um abraço ao novo chefe de Estado.

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Com um papel na mão onde se lê “Presidente To Zé sou de Penamacor”, António explicou ao Notícias de Coimbra o motivo da sua presença naquele cruzamento que dá acesso à aldeia. “Quero dar‑lhe um abraço e dizer‑lhe que a minha vida começou com o pai dele”, afirmou, visivelmente emocionado.

Com 77 anos, diz sentir que este momento tem um significado especial. Afinal, trabalhou no café do pai de António José Seguro. Foi empregado de mesa e ganhava 90 escudos por mês. António recorda que conheceu o pai do Presidente quando era ainda muito jovem. “Quando saí do café do pai dele tinha 13 anos. Vim para Lisboa nessa altura e ele ainda andava na barriga da mãe”, contou.

Na terra natal do presidente, explica, o atual chefe de Estado é conhecido por um nome diferente. “Eu digo To Zé porque ele é penamacorense. Ninguém o conhece pelo António Manuel. É To Zé .”

O homem garante que esta é uma ocasião que não poderia perder. “É uma honra estar aqui a recebê‑lo. Não é a minha terra, mas é a terra do meu coração. É a terra da minha mulher.”

António, que afirma votar desde o período pós‑Revolução de 1974, acredita que o novo Presidente tem condições para liderar o país num momento complexo.

Apesar de ter nascido em Penamacor e de ter vivido muitos anos em Lisboa, António acabou por se fixar há cerca de 11 anos no concelho de Arganil, terra natal da sua mulher.

A visita presidencial à aldeia de Mourísia está prevista para cerca das 11:00, momento aguardado com expectativa por quem se deslocou ao local para saudar o novo Presidente da República. António espera apenas conseguir cumprir o objetivo que o levou até ali: “Dar‑lhe um abraço de despedida, porque tenho a certeza que é a última vez que o vou abraçar.”

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