Justiça

Rede de fraudes de Paulo Topa: Administrador judicial em prisão preventiva

Notícias de Coimbra | 28 minutos atrás em 09-03-2026

António Dias Seabra, um dos três administradores judiciais detidos no processo relacionado com o advogado Paulo Topa, ficou em prisão preventiva.

PUBLICIDADE

A medida surge depois de, na semana passada, terem sido emitidos mandados de detenção no âmbito da Investigação SIC sobre os negócios de Paulo Topa, que também está em prisão preventiva.

PUBLICIDADE

A operação, chamada “Cinderela”, decorreu nas regiões do Grande Porto, Aveiro e Coimbra, e resultou na detenção de dez pessoas: três administradores judiciais, um advogado e seis empresários e comerciantes.

Todos os detidos estão indiciados por crimes como associação criminosa, corrupção, burla qualificada, insolvência dolosa, falsificação de documentos e branqueamento de capitais, alegadamente cometidos entre 2023 e 2025.

Segundo a Polícia Judiciária, e citado pela SIC, o grupo manipulava processos de insolvência e recuperação de empresas para beneficiar insolventes e apropriar-se de património em prejuízo dos credores. O esquema incluía a criação de créditos falsos e documentos falsificados, que permitiam apropriação de bens e aprovação de planos de recuperação fraudulentos.

Paulo Topa é suspeito de desviar cerca de 10 milhões de euros e liderar uma rede que criou 50 empresas de fachada, recorrendo a créditos falsos e a testas-de-ferro, incluindo pessoas vulneráveis. O advogado, que já tinha sido detido duas vezes em 2025, foi agora detido definitivamente no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, quando chegava de Casablanca, Marrocos.

PUBLICIDADE