Um estudo internacional de grande escala, publicado recentemente no British Journal of Cancer, analisou como diferentes padrões alimentares — incluindo dietas vegetarianas e veganas — influenciam o risco de desenvolvimento de vários tipos de cancro ao longo de muitos anos.
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Pessoas que seguem uma dieta vegetariana apresentam risco reduzido de alguns tipos de cancro em comparação com quem consome carne, incluindo reduções significativas em cancro do pâncreas, mama, próstata, rim e mieloma múltiplo.
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Curiosamente, os investigadores observaram um risco quase duplicado de carcinoma de células escamosas do esófago em vegetarianos quando comparados com consumidores de carne.
Alguns dados mostram que pessoas que seguem dietas veganas podem ter um risco mais elevado de cancro colorretal, possivelmente ligado à ingestão mais baixa de certos nutrientes como o cálcio — um padrão que nem sempre reflete as versões modernas desses regimes, muitas vezes enriquecidas.
Os cientistas envolvidos salientam que os efeitos sobre o risco de cancro não dependem apenas de excluir a carne, mas de toda a composição da dieta. Uma alimentação rica em frutas, vegetais, legumes e fibras pode estar por trás dos benefícios observados, enquanto deficiências nutricionais podem explicar alguns resultados inesperados.
Essa conclusão reforça um ponto central da investigação em nutrição: não basta eliminar um tipo de alimento para garantir saúde — a qualidade geral e o equilíbrio da alimentação são fundamentais para a prevenção de doenças a longo prazo.
Vários estudos anteriores já mostraram que dietas à base de plantas podem estar ligadas a riscos menores de alguns cancros quando comparadas às dietas ricas em carne vermelha e processada. Isso está alinhado com recomendações de organizações de saúde que sugerem reduzir carnes processadas e aumentar consumo de alimentos vegetais para prevenção do cancro.
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