Saúde

O número de filhos está associado à longevidade

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 3 semanas atrás em 09-03-2026

Um novo estudo científico revela que o número de filhos que uma mulher tem ao longo da vida pode estar associado à expectativa de vida e ao ritmo de envelhecimento biológico — porém, os pesquisadores enfatizam que isso não deve ser interpretado como orientação médica individual.

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A análise envolveu dados de 14 836 mulheres (todas gémeas, para controlar fatores genéticos) e, em uma subamostra, foi avaliado o envelhecimento biológico com base em marcadores epigenéticos.

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Os resultados mostraram que ter nenhum filho ou ter um número muito alto de filhos (em média 6,8) foi associado a marcadores mais rápidos de envelhecimento biológico e maior risco de mortalidade quando comparado com mulheres que tiveram um número médio de filhos (~2 a 3).

Mulheres que tiveram filhos muito cedo na vida também mostraram sinais de envelhecimento biológico mais acelerado, mas essa diferença desapareceu quando fatores como consumo de álcool e índice de massa corporal foram levados em conta.

O grupo com menores indicadores de envelhecimento e risco de morte foram aquelas que tiveram cerca de 2 a 3 filhos em idades reprodutivas consideradas moderadas (aproximadamente entre 24 e 38 anos).

Os autores citam teorias da biologia evolutiva, como a chamada teoria da soma descartável (disposable soma theory), que sugere que organismos têm recursos limitados para investir em reprodução versus manutenção e reparo do corpo. Quando muita energia é direcionada para a reprodução, menos pode restar para prolongar a vida e reparar danos no organismo ao longo do tempo.

Os cientistas ressaltam que as descobertas são associações observadas em grupo, e não prova de que ter ou não ter filhos causa diretamente uma vida mais curta ou mais longa.

O estudo não pretende ser um conselho de saúde pessoal. Mulheres e famílias não devem modificar seus planos reprodutivos com base apenas nesses resultados.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Helsinque (Finlândia) e publicada na revista Nature Communications em 2026 — uma das principais publicações científicas revisadas por pares.

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