Um novo medicamento experimental pode representar um avanço importante no tratamento da síndrome de Dravet, uma forma rara e grave de epilepsia infantil. Resultados de um ensaio clínico internacional indicam que o fármaco conseguiu reduzir as convulsões em até 91% em algumas crianças, além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
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O estudo foi liderado por investigadores da University College London e do Great Ormond Street Hospital, e os resultados foram publicados na revista científica The New England Journal of Medicine.
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O medicamento em estudo, chamado zorevunersen, foi testado em crianças e adolescentes com Síndrome de Dravet. Esta doença genética provoca convulsões frequentes e difíceis de controlar, além de problemas neurológicos e de desenvolvimento.
Durante o ensaio clínico, os investigadores verificaram que os participantes tiveram reduções acentuadas no número de convulsões, chegando em alguns casos a uma diminuição de até 91%. Ao longo de três anos, muitas famílias também relataram melhorias na qualidade de vida das crianças, enquanto os efeitos secundários observados foram, na maioria, ligeiros.
A terapia atua ao aumentar a função de um gene essencial para a comunicação entre células nervosas, ajudando a estabilizar os sinais elétricos no cérebro que desencadeiam as convulsões.
A síndrome de Dravet é considerada uma das formas mais graves de epilepsia infantil. Muitos doentes não respondem totalmente aos tratamentos existentes e enfrentam desafios neurológicos ao longo da vida, incluindo dificuldades de aprendizagem e problemas de movimento.
Face aos resultados encorajadores, os investigadores já iniciaram um ensaio clínico de fase 3, com um número maior de participantes, para confirmar a eficácia e segurança do medicamento. Se os resultados forem positivos, o tratamento poderá tornar-se uma nova opção terapêutica para crianças afetadas por esta doença rara.
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