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Daguerreotipista, leiteiro, batedor de ouro ou “ladrões de cadáveres”: As profissões que desapareceram
Ao longo dos séculos, mudanças tecnológicas, económicas e sociais fizeram desaparecer dezenas de profissões que, em determinada época, foram indispensáveis ao funcionamento do quotidiano. Embora hoje se fale com frequência sobre os empregos que a inteligência artificial poderá tornar obsoletos no futuro, a história mostra que a economia já “apagou” várias ocupações inteiras — muitas antes mesmo da era digital.
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Um artigo publicado pelo ZAP reúne 20 profissões que já não existem, refletindo sobre funções que, há décadas ou séculos, eram comuns e até essenciais em várias sociedades, mas que deixaram de existir com a evolução das tecnologias e das práticas laborais.
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Entre estas ocupações esquecidas figuram funções curiosas e inesperadas, como o despertador humano, profissional que era pago para bater à janela dos trabalhadores para os acordar na hora certa, muito antes do surgimento dos relógios e alarmes modernos.
Outros exemplos incluem o cortador de gelo, que recolhia blocos de gelo em lagos e rios para conservação antes da invenção dos frigoríficos e congeladores; e o pinsetter, responsável por recolocar os pinos nas pistas de bowling antes de a tarefa ser automatizada por mecanismos mecânicos.
Profissões ligadas a práticas agora obsoletas também fazem parte da lista, como o ressurreicionista — termo para os “ladrões de cadáveres” que desenterravam corpos para vendê-los a escolas de medicina durante o auge do ensino anatómico — e o japonizador, artesão especializado em aplicar verniz brilhante (conhecido como japanning) para decorar móveis e objetos.
Além destes, a relação inclui ainda ocupações como leitor (que lia notícias e literatura em voz alta para trabalhadores em fábricas), leiteiro (entregador diário de leite antes da refrigeração doméstica), limpa‑chaminés (responsável pela limpeza de chaminés sem equipamentos modernos) e daguerreotipista (especialista em daguerreótipos, um dos primeiros processos de fotografia).
Outras funções — como o caçador de ratos, o batedor de ouro ou o acendedor de candeeiros — perderam relevância com as transformações urbanas, a evolução das técnicas de produção e a introdução de novas infra‑estruturas, como a iluminação elétrica.
A lista demonstra que a evolução económica e tecnológica nem sempre é linear — profissões desaparecem, outras surgem, e muitas vezes o progresso implica a substituição de mão de obra humana por soluções automatizadas ou mecanizadas.
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