O Município de Coimbra vai implementar, a partir de 6de março, um projeto piloto de participação cívica no Jardim da Quinta da Maia, convidando os utilizadores a indicar prioridades de melhoria para o espaço verde.
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A iniciativa foi autorizada pela Presidente da Câmara e resulta da interpelação de um munícipe, seguida de avaliação técnica do Departamento de Espaço Público
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O objetivo é ouvir quem utiliza diariamente o jardim antes de avançar com intervenções estruturais, garantindo que as decisões correspondem às necessidades reais da população e evitando investimentos desalinhados com as expectativas dos utilizadores.
Participação simples, no próprio local
Durante duas semanas, serão instaladas placas com QR Code em cinco zonas distintas do jardim, no Parque do Manolo, identificadas para permitir uma análise territorializada do espaço. Através da leitura do código com o telemóvel, qualquer visitante poderá aceder a um questionário digital simples e indicar as melhorias que considera prioritárias para aquela área específica. O questionário demora cerca de 1 minuto a responder.
A proposta assenta numa lógica de participação imediata e no próprio local de utilização, transformando os utilizadores em “sensores urbanos” que contribuem com a sua experiência direta para a gestão do espaço público.
Informação para apoiar a decisão
Os contributos recolhidos serão tratados de forma agregada e analisados por zona do jardim, permitindo identificar necessidades recorrentes, tendências de utilização e áreas prioritárias de intervenção. O modelo não substitui o trabalho técnico dos serviços municipais, mas complementa-o com dados baseados na perceção dos utilizadores. Os resultados serão apresentados no dia 21 de março – Dia Mundial da Árvores.
A iniciativa pretende reforçar a transparência da decisão pública e promover uma gestão mais eficiente dos recursos, aproximando o município dos cidadãos e fortalecendo o sentimento de pertença relativamente ao espaço público.
Projeto com potencial de replicação
Enquanto experiência piloto, o modelo poderá vir a ser aplicado noutros jardins e parques municipais, integrando estratégias mais amplas de sustentabilidade urbana e participação cidadã.
O projeto encontra-se alinhado com a Agenda 2030 das Nações Unidas, nomeadamente com os objetivos relacionados com cidades sustentáveis, instituições eficazes e proteção dos ecossistemas urbanos.
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